Brasil
04/08/2008 - 13h41

Soninha diz que menos burocracia ajudaria a combater corrupção na cidade

Publicidade

DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, vereadora Soninha Francine, disse, em entrevista ao UOL (veja entrevista na íntegra), que para reduzir o problema de corrupção na cidade é preciso maior transparência, simplicidade e clareza nos processos públicos.

"À medida que você vai simplificando os processos, você evita situações em que a corrupção pode aparecer", afirmou a candidata. Na avaliação da candidata, o excesso de burocracia é um dos fatores que facilitam os atos de corrupção. "É a famosa frase de 'se criar dificuldades para vender facilidades'".

Na entrevista, um dos principais pontos abordados foi a questão do trânsito de São Paulo. A candidata, que defende medidas que facilitem o trânsito de bicicletas na cidade, disse que necessita de uma série de medidas combinadas.

Soninha afirmou que o problema de trânsito é complexo e não será resolvido apenas com o aumento da frota de ônibus, mais linhas de metrô ou a introdução de mais corredores de ônibus. "As ligações entre bairros é muito deficiente", disse.

A candidata criticou o desenho da rede de transportes no município, que segundo ela funciona como um 'asterisco', confluindo sempre para a região central. "Às vezes, para ir para da zona sul para a zona leste, é preciso ir para o centro, e do centro para o leste", disse. "É preciso a criação de linhas de transporte coletivo que fechem a teia", completou.

Pedágio urbano

Uma das medidas mais polêmicas defendidas pela candidata é a introdução de pedágios urbanos em regiões de trânsito muito carregado, como a área central.

Questionada por um internauta se a cobrança não seria uma injustiça, já que os proprietários de automóveis já pagam muito impostos pela posse de veículos, Soninha disse que não.

"O pedágio urbano é a correção de uma injustiça, porque a maioria viaja de ônibus ou a pé, mas paga pelo custo das obras viárias", argumentou. De acordo com Soninha, os problemas de saúde decorrentes do excesso de veículos também entram na conta do contribuinte que não possui automóvel.

Quanto as ciclovias, a candidata disse que, apesar de não ser 'a solução', existem 500 mil pessoas que andam de bicicleta em São Paulo todos os dias. "Você precisa oferecer condições melhores para essas pessoas. Criando condições melhores, outras pessoas se animam a tirar a bicicleta da garagem do prédio e pedalar até a padaria, até a locadora, até a estação de metrô. E isso será bom para a cidade toda", afirmou.

Saída do PT

Durante a entrevista, Soninha também respondeu sobre questões relacionadas a seu mandato de vereadora. A saída do PT, partido pelo qual se elegeu, foi um pontos mais questionados pelos internautas.

A candidata afirmou que foi frustrante se desligar do partido, mas que só não o fez antes devido a muitos integrantes da legenda a quem admira. "Uma série de experiências que eu vivi [no partido] simplesmente não condiziam com o que o PT me ensinou a exigir", afirmou.

Ela negou ter deixado a legenda, em 2007, para poder se candidatar a prefeita. "Não pretendia ser candidata a mais nada depois desse mandato de vereadora", disse.

Depois de sua saída, o PT entrou na Justiça pedindo o mandato da vereadora de volta e Soninha, com base lei de fidelidade partidária. Em agosto a candidata terá uma audiência para explicar as razões de sua saída.

"Já sei que vai ser uma situação meio bizarra, porque é difícil colocar ideologia no julgamento", afirma. Apesar da contenda, Soninha disse que não se arrepende de ter sido do PT, mas sim de não ter saído antes da legenda.

Maconha

A entrevista a uma revista em que revelou já ter fumado maconha também foi questionada pelos internautas. Soninha admite que o episódio pode ser utilizado pelos adversários e de alguma forma atrapalhar a campanha.

Mesmo assim, ela mantém sua posição de defender a descriminalização do uso da droga. De acordo com Soninha, o fato de ser crime traz mais prejuízos à sociedade do que se a utilização da maconha fosse liberada. "Morre mais gente nos confrontos entre traficantes e polícia do que por causa do consumo", afirmou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8158)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca