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Brasil
04/08/2008 - 14h55

Políticos que concorrem às eleições enriqueceram 46% nos últimos dois anos, diz ONG

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da Folha Online

Parlamentares que disputam as eleições municipais deste ano enriqueceram, em média, 46,3% nos últimos dois anos, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela ONG Transparência Brasil.

O número é referente à média da evolução do patrimônio declarado por 180 vereadores de capitais que foram candidatos em 2006 e 255 deputados federais, senadores ou deputados estaduais que disputam os cargos de prefeito ou vice-prefeito.

Segundo o levantamento, dos 709 vereadores em exercício nas câmaras municipais das capitais, 663 disputam a reeleição ou concorrem ao cargo de prefeito ou vice-prefeito. O patrimônio médio declarado por esses parlamentares é de R$ 377 mil. Outros 277 parlamentares do Senado, da Câmara Federal ou das assembléias legislativas se candidataram a prefeito ou a vice-prefeito.

Para fazer o levantamento, a ONG usou as declarações de bens que os candidatos são obrigados a fornecer à Justiça Eleitoral. A Transparência Brasil comparou os declarações apresentadas nas eleições de 2006 com as deste ano.

Entre as capitais, a Câmara Municipal de Fortaleza teve a maior média de enriquecimento entre os vereadores pesquisados: 135%, de 2006 para 2008. Em segundo lugar estão os vereadores de Boa Vista, cujo patrimônio evoluiu 122% em média nos últimos dois anos. Na seqüência aparece a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde os vereadores enriqueceram em média 108%.

O levantamento também registrou casos onde os vereadores tiveram redução do patrimônio. O caso de menor redução, em média, foi na Câmara Municipal de Campo Grande, onde os parlamentares reduziram em 23% o patrimônio.

O levantamento também comparou o patrimônio declarado pelos 663 vereadores que buscam a reeleição com a renda per capita das regiões metropolitanas de suas respectivas cidades. Com base no PIB (Produto Interno Bruto) per capita, os vereadores são, em média, 45,5 vezes mais ricos que a média da comunidade que representam.

Indícios

O coordenador de projetos da Transparência Brasil, Fabiano Angélico, disse que o levantamento pode dar alguns indícios do comportamento do político, mas alertou para a análise isolada dos números.

"O político pode ter recebido uma herança ou feito qualquer aquisição que não tenha nenhum tipo de irregularidade. Porém, o levantamento deve ser levado em consideração quando analisado com outras informações, como citações em investigações policiais ou processos na Justiça, por exemplo", disse.

Angélico disse que esse foi o primeiro levantamento sobre a evolução patrimonial dos candidatos porque somente a partir de 2006 se tornou obrigatória a apresentação da declaração de bens à Justiça Eleitoral. Até então, somente os eleitos tinham que apresentar relação patrimonial.

Para o coordenador, o resultado do levantamento não surpreendeu. Mas alguns dados chamaram a atenção, como a comparação do patrimônio dos candidatos com o PIB da cidade. Angélico destacou os dados de Salvador, onde o candidato é em médio 100 vezes mais rico do que um cidadão comum.

"Esse é um indicador interessante e preocupante. Mostra duas realidades muito diferentes [do candidato e do cidadão]. A tendência é que [os eleitos] legislem para seu grupo social, pois estão muito distantes da população", afirmou.

Angélico afirmou ainda que não dá para afirmar, a partir do levantamento, que os políticos enriqueceram no exercício da função pública, mas dá para sugerir. "O que esperamos dos políticos é que não entrem na política para ganhar dinheiro, mas que tenham outros ideais", disse.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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