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Brasil
04/08/2008 - 16h07

Tarso nega ligação entre punição a torturadores e sucessão presidencial

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

Após defender publicamente a punição aos torturadores do período da ditadura militar --idéia que tem causado polêmica dentro das Forças Armadas--, o ministro Tarso Genro (Justiça) negou nesta segunda-feira que sua posição esteja ligada à sucessão presidencial, como especulado na última semana.

Tarso disputa com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) a indicação interna do PT para a sucessão presidencial.

"O que eu coloquei no debate é que em nenhum tratado internacional, em um país democrático, tortura é um crime político. Eu considero leviana a informação de que levantar esse tema esteja vinculado à sucessão [presidencial]", afirmou.

Tarso participou hoje de um debate no jornal "O Estado de S. Paulo", ao lado do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal); do procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza; e do presidente nacional da OAB (Ordem de Advogados do Brasil), Cezar Britto.

Apesar da especulação, Tarso negou que tenha pretensão de ser o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer às eleições de 2010. "Primeiro porque eu não sou candidato a presidente da República, segundo porque quem conduz esse processo é o presidente, e terceiro porque misturar uma questão dessa seriedade com questões políticas imediatas é uma ligação despropositada e falsa", disse.

Para o ministro da Justiça e Paulo Vanucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos), os crimes cometidos por torturadores --como as agressões de vários tipos, violência sexual e até assassinatos-- devem ser tratados como crimes comuns. Como definição de período militar, para a análise de casos, a Comissão de Anistia considera de 1964 a 1985.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (352) 18/12/2009 00h20
Santos Júnior (352) 18/12/2009 00h20
Sr Francisco Oliveira
As Ongs, as centrais sindicais, os estudantes através da UNE são todos pau-mandados do PT, mamam nas tetas do governo, e é neste contexto que o pessoal comprado faz a batucada toda quando um corrupto da oposição vem à tona; do contrário, "nunca" existiu mensalão petista, nem os tais dólares na cueca, nem mesmo arrecadação de dinheiro público para os cofres do PT via ongs por exemplo rs.
sem opinião
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Agnaldo Gradice (34) 17/12/2009 23h23
Agnaldo Gradice (34) 17/12/2009 23h23
"Dormindo com o Inimigo"
Com todo respeito ao Sr. Aécio Neves, e a seus simpatizantes de Minas Gerais, estava mais do que na hora de Aécio tomar uma posição. Li em muitos blogs na internet que 90% da população mineira não votaria e nem tem pretensão de votar em Serra. Sendo assim, para que serve uma aliança dessa, mesmo sendo ela do próprio partido? Afinal, os mineiros estão com Aécio, com Serra, e com o PSDB; ou loucos para fazerem o próximo presidente mais um integrante do PT? Por um acaso, será que o Sr. Aécio Neves iria ser eleito só pelos eleitores mineiros? E a sua popularidade está baseada em que? Será que na saudosa memória de seu avô, Tancredo Neves? Partindo desse pressuposto, melhor é dar crédito ao velho ditado: "ruim com ele, melhor sem ele".
sem opinião
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Santos Júnior (352) 17/12/2009 23h16
Santos Júnior (352) 17/12/2009 23h16
Se o governo de FHC só fez o plano real, criou os "Vales" que hoje se resume ao bolsa-família e os genéricos, foi muito pouco.Então o que o governo do PT criou afinal rsrs? 8 opiniões
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