Brasil
05/08/2008 - 07h46

Candidato divulga foto ao lado de gays em Fortaleza para afastar estigma de homofóbico

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KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza

Para afastar de si o estigma de homofóbico, o candidato do DEM à Prefeitura de Fortaleza, Moroni Torgan, realizou no último sábado uma feijoada com militantes do movimento gay e divulgou foto dele ao lado de integrantes do grupo que posaram até de sunga.

José Rosa/Divulgação
Moroni realizou no último sábado uma feijoada com militantes do movimento gay
Moroni realizou no último sábado uma feijoada com militantes do movimento gay

No mesmo dia, a prefeita e candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), também participou de um evento voltado à questão de gênero: uma caminhada com a ministra Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres).

Foi o primeiro ato pró-Luizianne que contou com a participação de um integrante do governo Lula.

Moroni e Luizianne estão empatados, segundo pesquisa do Datafolha divulgada na sexta-feira passada, cada um com 30% das intenções de voto. Os dois foram ao segundo turno na eleição anterior, quando a petista venceu com folga.

Entre os fatos que marcaram o segundo turno de 2004 está uma propaganda feita pela campanha de Moroni em que uma atriz criticava o programa de governo de Luizianne, que propunha levar para as escolas públicas uma educação sexual que tratasse a homossexualidade de forma "positiva".

Na época, em resposta à propaganda, Luizianne e seus apoiadores passaram a tachar Moroni de homofóbico.

Na feijoada com os integrantes do movimento gay, no bairro Vila Velha, na periferia de Fortaleza, o candidato prometeu apoiar a comunidade, "não apenas com o respeito que merecem, mas também com oportunidades, saúde e educação".

Já Luizianne partiu em caminhada com cerca de 3.000 mulheres, mas usou o evento sobretudo para divulgar que é a candidata apoiada pelo presidente Lula, por contar com a presença da ministra Nilcéa.

Luizianne já usa a imagem do presidente em seu material de campanha, mas dificilmente o terá pessoalmente no palanque, já que há outros dois candidatos da base aliada na disputa: a senadora Patrícia Saboya (PDT) e o deputado estadual Adahil Barreto (PR).

O presidente Lula já declarou que não irá fazer campanhas onde concorra mais um de um candidato governista.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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