Brasil
06/08/2008 - 13h20

Após críticas de militares, Vannuchi diz que nunca pediu revisão da Lei da Anistia

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da Agência Brasil
da Folha Online

O ministro Paulo Vannucchi (Secretaria Especial dos Direitos Humanos), negou hoje que tenha proposto junto com o ministro das Justiça, Tarso Genro, a revisão da Lei de Anistia, no que diz respeito aos militares acusados da prática de tortura durante a ditadura.

"Os discursos são públicos e são transcritos. Nem eu nem Tarso Genro dissemos isso. Nunca falamos que queríamos rever a Lei da Anistia.

Vannuch disse que há necessidade de responsabilização no caso da tortura, mas que o foco dos direitos humanos "não é o olho por olho, dente por dente" e sim "a paz".

"E fazer a paz exige o conceito de reconciliação. Agora, não venham, cobrar se a reconciliação se dê sem a verdade. O Brasil precisa saber o que aconteceu. Precisa saber que o [Wladimir] Herzog e o Rubens Paiva não desapareceram, foram presos e assassinados pelo aparelho de repressão. Não fazemos isso em enfrentamento, mas em defesa das Forças Armadas".

A polêmica surgiu na semana passada depois de Tarso e Vannucchi defenderam a punição aos torturadores do período militar. Para ambos, as discussões devem ser realizadas sob as óticas jurídica e política. Tarso e Vanucchi classificaram os crimes cometidos na época da ditadura como comuns, uma vez que envolveram torturas, estupros e demais tipos de violência física e psicológica.

"É uma análise que deve ser baseada em uma visão universal: que é do extravasamento do mandato dado pelo Estado e a responsabilização do agente que extravasa esse mandato e comete tortura", disse Tarso, que participou de uma audiência pública promovida pelo Ministério da Justiça e pela Comissão de Anistia para discutir o assunto.

O debate sobre eventuais punições aos torturadores do período militar provocou uma série de polêmicas colocando em lados opostos os militares e os defensores da proposta. Para evitar o agravamento do mal-estar, o governo federal defendeu, por meio da Comissão de Anistia, a realização de audiências públicas com especialistas para tratar do assunto.

Reportagem da Folha revelou que as declarações dos dois ministros repercurtiram negativamente entre os militares. De acordo com a reportagem, o Exército vê a iniciativa de rediscutir o tema com desconfiança, mas a decisão é não aparentar defesa de torturador, colher o máximo de informações e não reagir, nem institucional nem individualmente.

Nas discussões internas dos militares, os comentários são mais ácidos contra o que oficiais chamam de "revanchismo" da esquerda oriunda da luta armada e que hoje tem importantes representantes no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente do PT. Nos comentários externos, porém, o tom é mais diplomático.

A orientação do Comando do Exército é a de "lembrar" que o objetivo da Lei de Anistia foi o de "conciliar e pacificar a sociedade brasileira" e que, quando o próprio governo fala em revisão, compromete esse objetivo.

Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" informa que os oficiais da reserva patrocinarão amanhã um seminário no Clube Militar do Rio de Janeiro para rebater as declarações de Tarso e Vannucchi.

Uma das idéias é exibir no seminário uma série de slides e informações sobre ministros de Estado e petistas ilustres que teriam um "passado terrorista". Entre os exemplos estariam Tarso, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o ex-ministro José Dirceu.

Os militares, de acordo com a reportagem, se queixam do fato de pessoas que participaram da guerrilha na ditadura receberem indenizações agora e ainda aproveitarem para provocar a categoria com a proposta de punição dos torturadores daquele período.

Com Folha de S.Paulo

Comentários dos leitores
claudia pessoa (38) 20/10/2009 06h53
claudia pessoa (38) 20/10/2009 06h53
ESSE É O CARA!!!!!
HAHAHAHAHAHA.....
sem opinião
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Alcides Emanuelli (1781) 20/10/2009 00h20
Alcides Emanuelli (1781) 20/10/2009 00h20
Esse procurador deve estar sofrendo de algum tipo de disturgio das mãos, se for tirar algo tipo um raio X do nosso Presidente vai aparecer as mãos do procurador gravadas no corpo de nosso Presidente.
Bem SR. Procurador o seu papel é julgar a corrupção e a aposentadia de quem já ganha muito em outras aposentadorias mais o dinheiro da Presidencia vitalicia do PT, não tem necessidade disso.
Vou lhe contar uma triste histórinha, minha mãe se aposentou com tres salarios minimos a mais ou menos 22 anos atras hoje ela ganha 695,00, veja bem Sr. Procurador, ela pagou para se aposentar e o dinheiro dela e de outros aposentados que estão precisando com mais de 80 anos é transferido para ganha um monte de aposentarias, são aposentarias e premios por todos os lados.
Dizem que o filho do Presidente comprou uma fazenda chamada de fortaleza por 50 milhões, eles ganhava 1.500,00 reais por mes e conseguiu com suas economias comprar essa fazenda.
Será que o Pai dele não ajudou com as economias das aposentadorias.
Com tudo isso sinto vergonha de ser brasileiro, ou se não tenho vergonha de ser brasileiro tenho nojo de ter pessoas desse tipo como o Sr. Procurar vivendo com o meu dinheiro.
É dificil aceitar isso tudo assim, ainda por cima temos a violência que o Sr. não faz nada e nosso Presidente assiste a tudo a 7 anos, deixando chegar aos limites da destruição social.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (467) 19/10/2009 19h53
Carlos José dos Santos (467) 19/10/2009 19h53
"Procurador diz que aposentadoria de anistiado concedida a Lula é legal"
Claro que é. Ilegal e criminoso é o benefício dos aposentados que foi lesado pelo FHC e confirmado pelo novo Governo.
2 opiniões
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