Vereadores tucano-kassabistas permanecem longe de Alckmin
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
Ao contrário do que o candidato à Prefeitura de São Paulo e ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) vem dizendo, a maior parte dos vereadores tucanos na Câmara Municipal de São Paulo se recusa a fazer campanha para ele. Até a convenção do partido, em junho, 11 dos 12 vereadores da legenda trabalhavam pela reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e eram contrários à candidatura Alckmin.
Com a escolha do ex-governador na convenção, os organizadores de sua campanha passaram a vender a idéia de que os vereadores fecharam fileiras com Alckmin. Para convencer, o ex-governador passou a aparecer em eventos dos vereadores. Constrangidos na maior parte das vezes, os parlamentares acabavam dividindo o palanque com Alckmin.
Até agora, no entanto, apenas quatro deles fecharam com o ex-governador, decidiram fazer campanha para ele e até gravaram para seu programa eleitoral: Gilson Barreto, José Rolim, Mara Gabrilli e Tião Farias.
O restante está muito insatisfeito com Alckmin. Eles reclamam de uma reunião com toda a bancada prometida pelo ex-governador para esta semana e que até agora não aconteceu. Eles não aceitam a realização de reuniões individuais porque temem um racha na bancada.
Nesse encontro, eles pretendem discutir a divisão da legenda, falar sobre a participação deles no programa de governo tucano e, principalmente, querem a garantia de que terão voz em seu governo caso ele seja eleito. Como os vereadores do PSDB na Câmara pertencem ao grupo do governador José Serra (PSDB), eles temem ser jogados para escanteio com a ascensão de Alckmin à condição de prefeito.
A expectativa é de que, se essa reunião com a bancada não acontecer, o apoio dos vereadores ao tucano só chegue de fato em um possível segundo turno.
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