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Brasil
06/08/2008 - 20h27

Oposição quer convocar chefe-de-gabinete de Lula investigado na Satiagraha

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Deputados da oposição protocolaram nesta quarta-feira na CPI das Escutas Clandestinas da Câmara requerimento de convocação do chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. Os deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Vanderlei Macris (PSDB-SP) ingressaram com o pedido depois que o delegado Protógenes Queiroz confirmou à CPI que Carvalho está entre os investigados da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

04.nov.2005/Folha Imagem
Gilberto Carvalho é acusado de vazar informações da Satiagraha a Greenhalgh
Gilberto Carvalho é acusado de vazar informações da Satiagraha a Greenhalgh

"Em depoimento a esta comissão, o delegado afirmou ser o chefe-de-gabinete alvo de investigações que teriam levado à interceptação de suas comunicações telefônicas, em especial seus contatos com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. Desse modo, na esteira das investigações, é necessária a oitiva do senhor Gilberto Carvalho", afirmam os deputados no requerimento.

Carvalho é acusado de vazar informações da Operação Satiagraha a Greenhalgh. Em nota oficial, o chefe-de-gabinete de Lula admitiu que conversou com o ex-deputado.

Na nota, Carvalho negou ter pedido informações à PF e ao Ministério da Justiça sobre as investigações. O chefe-de-gabinete confirmou que Greenhalgh lhe pediu que obtivesse "mais informações" por meio da PF de dados sobre o inquérito da Satiagraha.

O requerimento precisa ser aprovado pelo plenário da comissão para que Carvalho seja convocado a depor. Já há outro pedido de convocação do chefe-de-gabinete de Lula na secretaria da comissão à espera de votação.

Investigado

No depoimento à CPI, Protógenes confirmou nesta quarta-feira que o chefe-de-gabinete de Lula está entre os investigados da Operação Satiagraha. Ao ser questionado sobre o envolvimento de Carvalho, o delegado admitiu que o chefe de gabinete de Lula também está na lista de investigados.

"As pessoas que o senhor [deputado Nelson Pellegrino (PT-BA)] mencionou, são alvo da investigação. Por limitação legal, não posso entrar em detalhes. Apenas foram investigadas, com indícios para que permanecessem no inquérito policial", afirmou Protógenes.

O delegado disse, no entanto, que não pode revelar detalhes sobre o suposto repasse de informações privilegiadas a Greenhalgh por Carvalho. Protógenes alertou que o fato de uma pessoa estar na lista de investigados da PF não significa que tenha envolvimento direto em irregularidades.

"Se as condutas as quais eles tiveram indícios para ser investigados estão cobertas por sigilo, eu não posso avaliar. É aceitável que no âmbito da investigação, determinadas pessoas sejam investigadas. Mas não significa que ali esteja toda a materialidade [de crime] comprovada", disse.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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