Brasil
07/08/2008 - 07h51

Parceria Aécio-Pimentel citada pela FGV é aproveitada por Lacerda e criticada por rivais

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O relatório da Fundação Getúlio Vargas sobre "A Nova Classe Média" divulgado anteontem causou polêmica na campanha eleitoral pela Prefeitura de Belo Horizonte. A parceria entre o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT), o mote principal da campanha de Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo tucano e o petista, é citada no documento.

A campanha de Lacerda, na noite de anteontem, já divulgava o relatório por e-mail enaltecendo o "efeito Aécio com Pimentel" no crescimento da classe média na região metropolitana de Belo Horizonte, conforme dito no relatório.

Os rivais de Lacerda, no entanto, criticaram a citação e disseram que a análise precisa de aprofundamento.

Afirma o relatório da FGV: "Quais das metrópoles brasileiras tiveram maior redução de miséria nos últimos seis anos? A resposta seria BH (-40,8%), Rio (-30,7%), seguido de perto por Salvador (-29,8%)".

Segue o texto: "Como não se trata de municípios ou Estados, mas das metrópoles, a liderança de BH é o que se pode chamar de efeito Aécio com Pimentel. Os movimentos de melhora das séries de indicadores sociais da Grande Belo Horizonte estão relativamente dispersos ao longo do período 2002 a 2008, enquanto o das demais metrópoles concentram-se em torno do período abril a junho de 2004".

A argumentação da FGV, instituição privada de ensino e pesquisa em ciências econômicas e sociais, não bastou para os rivais de Lacerda.

A candidata do PC do B, a deputada federal Jô Moraes, disse que há no período importante melhoria da pauta de exportação, especialmente do minério, além de ampla expansão do setor automotivo, setores fortes na região. Os investimentos em infra-estrutura feitos pelo governo Lula também são "muito importantes", disse.

"É um conjunto de fatores, mas sobretudo um novo clima que se criou a partir da eleição do Lula. Diria que, quando as coisas dão certo, tem muito pai. Mas é bom partilhar os êxitos e os acertos", disse ela.

"Eu diria que é um estranho inusitado nos eficientes relatórios da FGV esse acréscimo propagandístico."

Para o candidato do PMDB, deputado federal Leonardo Quintão, "isso tem que ser comprovado cientificamente, não pode ser comprovado apenas em suposições". Ele considerou "engraçado" ter aparecido a citação à parceria no relatório da FGV.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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