Presidente do STF critica divulgação de listas de candidatos com "ficha suja"
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse nesta quarta-feira que o julgamento sobre a inelegibilidade dos candidatos com "ficha suja" marcou um dos momentos históricos da Corte Suprema. Mas criticou a divulgação de listas de candidatos que respondem à processo na Justiça. Segundo o ministro, esse método é uma maneira de "aprisionar" a democracia.
O ministro se referia à divulgação, realizada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), de expor no site da entidade os nomes dos candidatos a prefeito e vice-prefeito nas capitais que respondem a processo judicial. Mendes apelou ainda para que o Judiciário adote um ritmo mais rápido nos julgamentos.
"É um processo de avanço cultural que se avança a cada dia", afirmou Mendes, depois de votar contra a ação ingressada pela AMB no STF. Nela, a associação pede para que os candidatos condenados pela Justiça em qualquer instância --mesmo que os processos não tenham sido julgados em definitivo--- tornem-se inelegíveis. No julgamento, por 9 a 2, os ministros rejeitaram a ação.
Segundo o presidente do STF, é necessário levar em consideração a questão da probidade administrativa, assim como a "idéia de presunção de inocência", que de acordo com ele, "não pode ser mitigada".
Após o fim do julgamento da ação, os ministros ainda debateram as diversas interpretações possíveis e existentes em torno da questão de inelegibilidade.
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Vejam bem, esse número representa muitas vezes mais de pessoas que comungam com o projeto e que não puderam assinar para maior representatividade; mesmo assim, não há respeito nenhum dos legisladores para com o clamor popular, pois alguns ou muitos já se manifestaram de que irão apresentar emendas, alterando a redação para que o ficha-suja possa participar como candidato, incrível isso, não?
Se a vontade popular é a de que não possa vir a ser candidato, por qual motivo será que esses parlamentares simplesmente não a acatam?
Não dá para escrever o que pensamos a respeito, pelo simples motivo de correr o risco de não ser publicado, mas creio que é de conhecimento público.
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