Decisão do STF sobre "ficha suja" terá de ser seguida por juízes de 1ª instância, diz Mendes
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, afirmaram nesta quarta-feira que os juízes de primeira instância terão de adotar a decisão definida hoje pela Suprema Corte. Os ministros do STF decidiram hoje que os candidatos com "ficha suja" na Justiça estão livres para concorrerem às eleições.
Mendes e Ayres Britto ressaltaram ainda que os candidatos que se sentirem ameaçados ou sob risco de perderem suas candidaturas poderão recorrer à Suprema Corte. "Os eventuais candidatos poderão recorrer", disse Mendes.
Ayres Britto afirmou que a divulgação de listas com os nomes dos supostos candidatos com "ficha suja" também está liberada. Segundo o ministro, os eleitores "têm direito à informação". O presidente disse ainda que como a questão não foi tratada neste julgamento realizado hoje permanece sem uma nova orientação sobre o tema.
Já Mendes disse que a questão da divulgação das listas deverá ser tratada pelas entidades que divulgarem e os candidatos que se sentirem injustiçados. O ministro sinalizou que o assunto não será tratado pelo STF.
Nesta quarta-feira, o STF rejeitou por 9 votos a 2 a ação ingressada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Nela, a associação pede para que os candidatos condenados pela Justiça em qualquer instância --mesmo que os processos não tenham sido julgados em definitivo-- tornem-se inelegíveis.
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Vejam bem, esse número representa muitas vezes mais de pessoas que comungam com o projeto e que não puderam assinar para maior representatividade; mesmo assim, não há respeito nenhum dos legisladores para com o clamor popular, pois alguns ou muitos já se manifestaram de que irão apresentar emendas, alterando a redação para que o ficha-suja possa participar como candidato, incrível isso, não?
Se a vontade popular é a de que não possa vir a ser candidato, por qual motivo será que esses parlamentares simplesmente não a acatam?
Não dá para escrever o que pensamos a respeito, pelo simples motivo de correr o risco de não ser publicado, mas creio que é de conhecimento público.
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