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Brasil
07/08/2008 - 08h21

Aliado de Daniel Dantas doou a presidente da CPI dos Grampos

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da Folha Online

Reportagem de Rubens Valente, publicada na edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), informa que o executivo Dório Ferman fez em 2006 uma doação eleitoral de R$ 10 mil para o presidente da CPI dos Grampos, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). Ferman aparece nos registros oficiais como o dono do banco Opportunity, de Daniel Dantas --que é investigado pela Polícia Federal na Operação Satiagraha contra crimes financeiros.

Itagiba indeferiu anteontem o pedido do delegado Protógenes Queiroz para adiar seu depoimento na comissão, que aconteceu ontem. Preso pela PF, Ferman foi indiciado por Protógenes no relatório final da Operação Satiagraha sob acusação de gestão fraudulenta.

De acordo com a reportagem, Ferman é uma espécie de testa-de-ferro de Dantas, para a PF. O executivo é dono de 99% das cotas do Opportunity.

A reportagem informa que a campanha do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), suplente da CPI dos Grampos, redecebeu R$ 4.000 de Ferman. Jungmann afirmou que a doação ocorreu durante um jantar de apoio à sua candidatura promovido pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.

Prorrogação

Depois de ouvir por mais de seis horas Protógenes Queiroz, a CPI das Escutas Clandestinas da Câmara aprovou nesta quarta-feira requerimento que prorroga os trabalhos da comissão por mais 120 dias. As atividades da CPI estão previstas para encerrar no dia 5 de setembro, mas se o requerimento for aprovado pelo plenário da Câmara, a comissão poderá estender suas atividades até o final do ano.

A comissão também aprovou requerimento para requisitar à 6ª Vara Federal Criminal, em São Paulo, cópia do mandado judicial que autorizou o monitoramento de ligações de assinantes das companhias telefônicas pela PF.

"Na Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz e sua equipe receberam, com autorização da Justiça, senhas para acessar o cadastro completo e monitorar o histórico de ligações de qualquer assinante das companhias de telefonia. Esse tipo de permissão não está previsto na lei que disciplina o uso de escutas telefônicas nas investigações criminais", argumentou o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA).

Leia a matéria completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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