Brasil
07/08/2008 - 15h57

Defesa de Dantas acusa Protógenes de usar Abin indevidamente na Satiagraha

DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

A defesa do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, criticou o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz pelo uso indevido da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Operação Satiagraha --que investiga crimes financeiros. A operação chegou a prender Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.

"O delegado Protógenes é uma figura que tem caracterizado a sua conduta por, no mínimo, ser polêmico. Ele usou a Abin de forma indevida. Como se fosse uma ação entre amigos", disse o advogado Nélio Machado, que defende Dantas.

Ontem, em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara dos Deputados, Protógenes admitiu que a Operação Satiagraha contou com a colaboração de agentes da Abin.

No entanto, ele negou que a Abin tenha dado apoio logístico para a Operação Satiagraha como instituição. "Não teve participação da Abin enquanto instituição, mas de alguns membros da Abin. Alguns oficiais que mantêm relação de trabalho [com a PF] participaram. Nas interceptações telefônicas, só participam policiais federais", afirmou Protógenes.

Em São Paulo, a defesa de Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas, disse ontem que ele procurou Humberto Chicaroni porque temia estar sendo vítima de uma campana montada pela Abin. Os três respondem a processo por corrupção por tentar subornar um delegado da Polícia Federal com o objetivo de excluir o nome de Dantas das investigações.

Segundo o advogado Renato Moraes, Braz procurou Chicaroni porque ficou sabendo que Chicaroni prestava serviços terceirizados para Abin. "Humberto Braz fora vítima dias antes da campana de membros da Abin e isso preocuparia qualquer pessoa. Por conta disso ele contatou advogados que localizaram uma pessoa que prestaria serviços a Abin para descobrir porque ele estava sendo acompanhado pela agência. Ele temia que poderia ser seqüestrado."

A defesa afirma não haver nenhum diálogo entre Dantas e Braz tratando de propina ao delegado da PF Vitor Hugo Rodrigues Alves Ferreira. "Não há nenhum diálogo entre Daniel Dantas e Humberto Braz que mencione propina ao delegado. Qualquer interpretação nesse sentido ela é unilateral da Polícia Federal", afirmou.

Comentários dos leitores
Bella Bona Fides (1) 05/10/2008 10h31
Bella Bona Fides (1) 05/10/2008 10h31
Parabéns Silva e Silva por sua lucidez e verdade.
Os ANTI-BRASIL estão sem ARGUMENTO NENHUM, por esta razão BAIXAM O NÍVEL, revelando o ranço e e todo o preconceito desmedido,
Só não vê quem é cego, a verdade está bem clara, seu texto deveria ser considerado uma CRÔNICA, e lembrado todos os dias
Meus sinceros PARABÉNS, quem não leu e prima pela verdade leia:
"Caros Leitores,
Percebam a tática utilizada pelos petralhas neste site.
Querem a todo custo destruir, enfraquecer, tirar a credibilidade da mídia, do congresso, do judiciário, desqualifiar todo e qualquer oponente, através de dissimulações e de inversões de fatos.
Desta forma, abrem caminho para que emendas constitucionais, referendos, possam ser utilizados a seu favor, nos moldes do Equador, da Bolívia, da Venezuela, o que representa um grande perigo a liberdade democrática do cidadão.
Percebam que, mesmo sabedores que o grande chefe, o lulla, responsável pela PF e Abin, sendo ele o destinatário final dos relatórios dessas instituições, preferem condenar como responsáveis o GM, o Judiciário, o Congresso, e a Mídia.
Ninguém aqui, jamais vera em qualquer texto deles qualquer menção ao nome lulla.
Mas verão até a CUT, mesmo sem representatividade, pedindo e protocolando o pedido de impeachment de GM.
Por outro lado, não é mero acaso, que numa segunda tentativa, novamente, eles estejam pleiteando, desta feita mais branda, mas não menos perigosa, a LEI DA MORDAÇA PARA A IMPRENSA BRASILEIRA.
E nós que conseguimos vislumbrar com clareza essa SAFADEZA, somos adjetivados como sendo a "elite branca", a "classe mérdia".
Mesmo que fossemos, quem os sustenta são todas as elites, e toda a classe média pagadora de impostos, que vão para o esgoto a cada minuto neste des(governo) de aloprados.
O brasileiro tornou-se um escravo, que trabalha de graça 5 meses para pagar aloprado"(sic)
sem opinião
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Aqui temos vários absurdos: a FSP subrepticiamente, quer dar a entender que o advogado do Daniel Dantas está pedindo à Condolessa que destrua documentos que podem incrimina-lo (ao Dantas). Não é isso, o advogado americano, que, por acaso é o advogado do Dantas, pede que a Secretaria de Estado interfira para que ele, advogado, não seja incriminado no Brasil por atos que praticou na defesa do cliente. Fica feio deturpar a notícia! 24 opiniões
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Antonio Fouto Dias (1691) 03/10/2008 17h01
Antonio Fouto Dias (1691) 03/10/2008 17h01
Enquanto que no Brasil se questiona o uso de algemas, tivemos conhecimento de que o piloto Helio Castro Neves, compareceu à Corte algemado não só nas mãos, como nos pés, pois está respondendo a processo por sonegação fiscal.
Teve que pagar uma significativa fiança para responder em liberdade.
Se no Brasil, não só utilizassem legislação equivalente como a cumprissem, o que seria de alguns?
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