Alckmin orquestra apoio de "caciques" tucanos para compensar ausência de Serra em campanha
THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online
Após receber a visita do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), para declarar apoio a sua campanha nesta quinta-feira, o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, já mira o próximo "cacique" do partido que irá subir em seu palanque na cidade.
O ex-governador contou ter recebido hoje telefonema do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que disse também querer participar de eventos da campanha tucana. "Já marcamos para semana que vem, ele vem aqui [no comitê de campanha] tomar café", afirmou Alckmin.
| Leonardo Colosso/Folha Imagem |
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| Aécio Neves(dir.) visita Geraldo Alckmin para declarar apoio à campanha tucana em SP |
A presença de Aécio e FHC na campanha de Alckmin coloca o governador José Serra (PSDB) em situação delicada. Entre as principais figuras do partido, apenas Serra ainda não embarcou na campanha de Alckmin.
Apesar de declarar apoio a candidatura do partido, Serra já afirmou que a presença de aliados na disputa municipal inibe a participação dos governantes na campanha.
Antes da convenção do partido, em junho, Serra tentou costurar o apoio do partido à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), mas o PSDB decidiu lançar candidatura própria --o que impede Serra de apoiar Kassab em público.
Hoje, ao justificar a ausência do governador paulista na campanha tucana, Aécio disse ser preciso "compreender" a situação de Serra. "Vamos compreender as circunstância em que ele vive, mas eu não tenho dúvidas de que ele estará ao lado do Geraldo [Alckmin]. Vamos dar tempo ao tempo.", afirmou.
Já Alckmin mantém o discurso de que Serra está sim presente em sua campanha, mesmo não aparecendo ao seu lado. "Converso com ele semanalmente".
Caciques
Além de Aécio e FHC, Alckmin enumera os nomes de destaque do PSDB que já foram seus cabos-eleitorais neste um mês de campanha, como o presidente da legenda, Sérgio Guerra, o prefeito de Curitiba (PR), Beto Richa e o governador de Roraima, José Anchieta. Os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Marisa Serrana (PSDB) também devem engrossar a lista nos próximos dias.
Segundo Alckmin, o fato de ter sido o candidato do partido para presidente em 2006 contribuiu para que receba apoio de correligionários de todas as partes do país.
2010
O candidato tucano também nega que a aproximação com Aécio sirva, de alguma forma, para atingir Serra quanto a uma possível disputa interna pela candidatura do partido para as eleições de 2010. Aécio e Serra são cotados como os principais nomes do partido para disputar a presidência.
"O apoio do Serra não exclui o do Aécio e o apoio do Aécio não exclui o do Serra", disse.
A opinião é compartilhada pelo governador mineiro. "É um equívoco muito grande fazermos essa ilação de 2008 com 2010", afirmou Aécio.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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