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Brasil
08/08/2008 - 08h44

Participação de Aécio dificulta entrada de Serra na campanha

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JOSÉ ALBERTO BOMBIG
CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

A participação do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na campanha de Geraldo Alckmin criou um novo entrave para aproximação entre José Serra (PSDB) e o candidato tucano a prefeito de São Paulo.

Reservadamente, os próprios alckmistas reconhecem que o governador do Estado, dividido entre Gilberto Kassab (DEM), seu vice na prefeitura (de janeiro de 2005 a março de 2006), pode ter encontrado na visita do colega mineiro a Alckmin o pretexto ideal para se manter afastado da disputa.

Segundo tucanos, Serra encarou o convite a Aécio como uma tentativa de constrangimento e reclamou da pressão. Em conversas com secretários ligados a Alckmin, avisou: "Não funciono sob pressão".

Um dos colaboradores da campanha de Alckmin, o secretário de Transportes, Mauro Arce, afirmou que "do ponto de vista prático, a visita [de Aécio] não acrescenta muito".

Para aliados de Serra, a convocação de Aécio não só serviu de munição a Marta como também alimentou o argumento de kassabistas, segundo os quais Alckmin será um cabo eleitoral do governador de Minas.

Embora avalie como remota a chance de reeleição de Kassab, Serra tem resistido à pressão para que grave um depoimento em favor de Alckmin ainda no primeiro turno.

Sua idéia seria gravar só depois de cristalizada uma polarização entre Marta Suplicy (PT) e Alckmin, de preferência no segundo turno.

Serra e Aécio pleiteiam o direito de concorrer ao Planalto em 2010 pelo PSDB. Se for eleito, Alckmin terá peso importante no processo de escolha.

Como antídoto à anunciada entrada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha da petista Marta Suplicy, Alckmin espera contar com Serra pelo menos em seus programas do horário de TV. Mas, segundo a Folha apurou, Serra até agora não gravou uma participação.

Em 2004, quando era governador do Estado, Alckmin fez aparição no programa de TV de Serra, então candidato a prefeito, para dizer que seu "parceiro preferencial" era o tucano, e não Marta, como ela havia dito.

O comando da campanha de Alckmin também avalia que Kassab dispõe de um banco de imagens repleto de registros de suas recentes inaugurações ao lado de Serra e que o material deverá integrar os programas de televisão do prefeito.

Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral derrubou a sentença que determinou a retirada de vídeos da campanha do tucano do site Youtube, conforme solicitação do DEM.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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