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Brasil
08/08/2008 - 13h37

Decisão de STF sobre algemas é correta e sensata, diz Tarso

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LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O ministro Tarso Genro (Justiça) chamou hoje a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de restringir o uso de algemas de correta, sensata e equilibrada. Ele voltou a elogiar a medida e disse que ela engloba "todas as preocupações" que o Ministério da Justiça tinha em relação ao uso de algemas em operações da Polícia Federal.

"Toda a nossa preocupação está contemplada nessa decisão", disse Tarso, durante ato em prol da lei seca. "A decisão é sensata e equilibrada."

Tarso disse que, por delegar aos agentes da Polícia Federal a decisão da necessidade do uso de algemas, a decisão é justa.

"Ela seria inaceitável se determinasse que tais pessoas que têm tais funções públicas não pudessem ser algemadas. Isso seria discriminação. Mas a decisão foi correta: delegou aos agentes verificar a periculosidade da pessoa que está sendo custodiada, a necessidade real das algemas", afirmou ele.

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira proibir o uso abusivo de algemas. Por unanimidade, os ministros concluíram que as algemas devem ser utilizadas apenas em casos excepcionais ou quando há ameaça ao acusado, ao policial ou outras pessoas. A decisão envolveu uma ação específica, mas poderá servir como recomendação para outras situações semelhantes.

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, disse que a decisão terá efeito vinculante. Na prática, significa que a decisão deverá ser adotada pelos juízes federais e estaduais. Para os ministros, os presos devem ser algemados apenas quando oferecer ameaça ao acusado, ao policial ou outras pessoas.

Comentários dos leitores
Antonio D´Angelo (67) 22/12/2009 09h40
Antonio D´Angelo (67) 22/12/2009 09h40
ENQUANTO O PODER JUDICIÁRIO FOR ATRELADO A POLÍTICA NÃO TEREMOS JUSTIÇA NESTE PAÍS.
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, NESTE ASPECTO, PRECISA SER URGENTEMENTE MODIFICADA. A INDEPENDÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO SE FAZ NECESSÁRIA SE QUISERMOS VER O BRASIL UM PAÍS DE PRIMEIRO MUNDO.
sem opinião
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Agnaldo Gradice (36) 21/12/2009 22h47
Agnaldo Gradice (36) 21/12/2009 22h47
Se fôr para analisar esse caso a 'sério' da quase um filme alá bang-bang italiana; onde o delegado Protógenes Queirós é o xerife e o banqueiro Daniel Dantas é o mocinho. Onde no final já sabemos quem é que vai se dar mal e quem vai se dar bem. Ou alguém aqui já final algum final diferente? É a lei. Lei feita para os homens do mal e nunca para os homens do bem. 15 opiniões
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Rolando Frati (124) 21/12/2009 22h36
Rolando Frati (124) 21/12/2009 22h36
Os Juizes de Carreira querem mudar esse País, mais o Sistema não permite. Até quando Presidentes vão ficar fazendo indicações politicas para o Supremo? O Supremo deve fiscalizar inclusive a instituição Presidência da República. 28 opiniões
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