Gilmar Mendes diz que envelope pode ter sido uma "tentativa de atemorização"
da Agência Folha
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, disse hoje em São Luís (MA) que o envelope contendo um pó de cheiro forte, recebido em seu gabinete em Brasília, pode ter sido uma "tentativa de atemorização".
"Talvez possa ser apenas uma tentativa de atemorização. Toda vez que temos alguma decisão polêmica no tribunal, temos esse fenômeno de ameaça de bombas, de tentativas de amedrontamento da corte", disse o ministro, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Maranhão.
O presidente do STF disse que já havia viajado para São Luís quando o envelope chegou a seu gabinete no final da tarde de ontem e que só soube do episódio pela imprensa.
Gilmar Mendes visitou hoje pela manhã o TJ-MA, onde esteve reunido com o presidente da corte, Raimundo Freire Cutrim, e outros dez desembargadores.
Sobre a nova lei de inelegibilidade que tramita no Congresso Nacional, Gilmar Mendes disse, em entrevista após a reunião, que os critérios deverão ser discutidos no Legislativo e que cabe à Justiça acelerar a tramitação dos processos judiciais penais ou administrativos.
Na última quarta-feira, o STF manteve a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que liberou a candidatura de políticos que respondam a processos criminais ou civis que não tenham sido condenados até a última instância.
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Vejam bem, esse número representa muitas vezes mais de pessoas que comungam com o projeto e que não puderam assinar para maior representatividade; mesmo assim, não há respeito nenhum dos legisladores para com o clamor popular, pois alguns ou muitos já se manifestaram de que irão apresentar emendas, alterando a redação para que o ficha-suja possa participar como candidato, incrível isso, não?
Se a vontade popular é a de que não possa vir a ser candidato, por qual motivo será que esses parlamentares simplesmente não a acatam?
Não dá para escrever o que pensamos a respeito, pelo simples motivo de correr o risco de não ser publicado, mas creio que é de conhecimento público.
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