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Brasil
11/08/2008 - 08h19

Tarso diz que revisão da Lei da Anistia é falsa polêmica

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ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio

Diante da informação de que os comandantes das Forças Armadas querem uma manifestação pública do presidente Lula de que não haverá revisão da Lei da Anistia --com vistas à punição de militares que participaram de tortura no regime militar--, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem, no Rio, que a revisão da lei é uma "falsa polêmica".

Ele insiste que não propôs a revisão da Lei da Anistia, durante a audiência sobre crime de tortura realizada pelos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, há dez dias. Na audiência, Genro e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) defenderam a punição de agentes públicos que participaram de tortura na ditadura militar.

Durante ato da campanha do candidato do PT à prefeitura do Rio, Alessandro Molon, ontem, em Ipanema, Genro disse que nem ele e nem Vannuchi pediram a revisão da Lei da Anistia. "Defendemos que tortura não é crime político. Essa interpretação de que queremos colocar militares nos bancos dos réus, que não sei de onde veio, transitou por blogs, espalhou-se pela imprensa e provocou uma situação de desconforto em determinados setores da reserva. A abertura de processos contra militares não foi tratada na audiência e não é da nossa competência", disse.

Segundo "O Estado de S. Paulo", comandantes das Forças Armadas pediram ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que Lula faça uma declaração sobre o assunto, na terça, durante a apresentação dos oficiais-generais promovidos, no Planalto.

Genro evitou aprofundar a crise com os militares. Disse que Jobim "não só tem o direito, mas deve dizer o que quiser para seus comandados". Porém afirmou estar atento às demandas do Ministério da Justiça.

"A clientela do Ministério da Justiça são os filhos de pais desaparecidos, filhos que tiveram os pais mortos, pessoas que sofreram violência. Isso não é agravo a qualquer setor das Forças Armadas, até porque tratamos dos agentes públicos, e a maioria dos agentes públicos que cometeram violência foram das polícias dos Estados, requisitados pelos centros de operação militares", afirmou.

Para ele, a discussão da revisão da Lei da Anistia acende um contencioso que ajuda a proteger pessoas que cometeram ilegalidades e violência no regime militar. "Queremos que se encrave a concepção de direito de Estado de que tortura não foi, não é e não será crime politico."

Comentários dos leitores
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
A verdade sobre a ditadura militar sempre fica escondida por vários interesses escusos. Em primeiro lugar não houve no Brasil nenhuma preocupação em redemocratizar o país, quem queria derrubar os militares queria uma ditadura de esquerda, que na época chamavam-na de ditadura do proletariado. Por outro lado, a ditadura começou a não obedecer os americanos. A coisa piorou quando Geisel se negou mandar tropas para São domingos. Na verdade os americanos sempre foram liberais, mas nunca foram democratas. Quem manda lá são os órgãos de inteligência. Presidente lá é mesma coisa da coroa inglesa. 1 opinião
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João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
Paulo Maluf e a odiosa perseguição, passados 39 anos Maluf recebe ACP (Ação Civil Pública), mais uma acusação ridícula, mentirosa e caluniosa. Como tem sido contumaz contra Maluf, "A força das falsas acusações não derivam do seu conteúdo, mas sim na aposta da sua repercussão". Perguntamos a falsa acusação atual é para desviar o foco de qual escândalo ou de contexto internacional ou em relação ao projeto de lei 265/2007 do deputado federal Paulo Maluf (...) "se ficar comprovado de modo a deixar expressa a responsabilidade de quem ajuiza (ACP) ação civil pública, popular e de improbidade temerária, com má-fé, manifesta intenção de promoção pessoal ou visando perseguição política". Felizmente, manchetes como esta não enganam mais ninguém. Seus eleitores votam com gosto e mesmo raiva pelas falsas acusações faladas, mas nunca provadas. Com o pré-julgamento e a condenação midiática pela grande mídia (primeiro se divulga, depois se apura?). Tem sido assim principalmente em anos eleitorais: 1970,1982,1998,2002,2004 em 2005 foi o único preso político no Brasil, com espetáculo global e shows midiáticos; mas em 2006 foi eleito deputado federal com a maior votação nominal do País, 739.827 mil votos, sendo votado em todos os 645 municípios deste Estado. Em 2009 ACP do MPF contra Maluf. Em 2010, ano eleitoral, qual será a falsa acusação que irão inventar? Paulo Maluf está escrevendo um livro, já apelidado de "livro bomba", para ser publicado depois de sua morte. Perseguido ad eternum sem opinião
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Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. 4 opiniões
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