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Brasil
11/08/2008 - 11h39

Câmara tenta votar nesta semana PEC sobre medidas provisórias

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da Folha Online

A Câmara dos Deputados vai tentar votar nesta semana a PEC (proposta de emenda constitucional) que regulamenta a tramitação das medidas provisórias no Legislativo.

Na semana passada, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse acreditar na votação depois que os parlamentares superaram o impasse em torno da medida provisória que autoriza a renegociação de dívidas agrícolas.

"As dificuldades maiores foram contornadas. A semana [passada] foi além das expectativas", disse Chinaglia ao comentar a aprovação da MP pelo plenário. Apesar da disposição em votar a PEC das medidas provisórias, o presidente da Câmara ainda precisa discutir com os líderes partidários a viabilidade de análise da matéria.

Chinaglia também ainda não decidiu com os líderes o cronograma de trabalhos da Casa até outubro. No Senado, os parlamentares decidiram manter as votações durante o mês de agosto e metade de setembro. Os senadores vão realizar sessões deliberativas (com votações) por seis semanas, estabelecendo recesso branco apenas nos últimos 15 dias de setembro --que antecedem as eleições municipais de 5 de outubro.

Na Câmara, o impasse permanece sobre o ritmo de votações no período pré-eleitoral. Como o número de deputados-candidatos é maior que o de senadores, os líderes partidários temem o esvaziamento da Casa até outubro.

A idéia de parte dos líderes é colocar em votações apenas matérias consensuais, que exijam baixo quórum, mas Chinaglia não se mostrou disposto em reduzir o ritmo de votações.

"Nunca foi proposto recesso branco. O tema continua em discussão. Vamos definir a pauta de votações para depois definir o ritmo de trabalhos", disse o presidente da Câmara.

Mudanças

Atualmente, as medidas provisórias editadas pelo governo, sem participação do Legislativo, valem por 60 dias e podem ser prorrogadas pelo mesmo período. Se o Congresso não aprovar uma MP no prazo de 120 dias, a medida perde sua eficácia. Porém, se uma MP não for votada em 45 dias, ela passa a trancar a pauta de votações da Casa Legislativa onde está --o que reduz o ritmo de trabalhos do Legislativo.

As mudanças estabelecem que a MP deixará de trancar a pauta de votações da Câmara, mas mantém em 120 dias o prazo de validade das medidas --que entram em vigor no momento da sua edição pelo Executivo.

A PEC também submete a admissibilidade das medidas às comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado, além de exigir que as MPs tenham homogeneidade em seu conteúdo. Outra modificação prevê a restrição da apresentação de MPs pelo governo sobre matérias orçamentárias.

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (1365) 09/07/2009 20h00
Alcides Emanuelli (1365) 09/07/2009 20h00
O faz nosso Parlamento, e nosso executivo!
Eles fazem leis que serão aprovadas e colocadas em execução, o outro é o executor dessas leis e tambem tem o poder de legislar.
E começa a grande fanfarra das leis:
De incentivo ao esporte amador, de incentivo as ONGs, de incentivo a cultura, de incentivo a muita coisa que pode levar o dinheiro do povo brasileiro.
Nesse ponto entram as Estatais que estão sempre financiando uns e outros desses incentivos e desses esportes tidos como amadores com salarios mensais maiores muito maiores que o salario minimo.
O que nossos politicos fazem, são projetos para beneficiar todo um sistema corporativista que interage entre si.
E a Nação o povo coitado, fica na berlinda, fica de lado e exposto a todo o tipo de sorte que possa conseguir para sobreviver nessa onde de violência.
E o dinheiro vai saindo fazendo um mensalão aqui, outro mensalão ali, e muitos mensalões vão sendo construidos se transformando na maior industria do mundo com o produto sendo a corrupção.
Realmente tudo isso é vergonhoso e o pior é que ninguem faz nada para evitar tanta violencia contra a Nação brasileira.
E vem eleições, sai as eleições e o povo burro, comprado, manipulado, massa de manobra, vota sempre sa mesma cambada de safados, e eternamente essa vergonha toda se institucionaliza nos fazendo de refens dessa covarde atitude de um poder politico.
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Sudeste/ sudestino (112) 21/06/2009 10h12
Sudeste/ sudestino (112) 21/06/2009 10h12
Deu no "Financial Time" que os EUA incorporaram NOVAS TERRAS para produção agrícola e terão um lucro líquido de U$92,3 bilhões de dólares na atual safra. Os EUA podem incorporar novas terras e nós não? SERÁ QUE SOMOS MAIS RICOS QUE OS EUA?
Ou essa política radical ambientalista é para evitar a concorrência internacional no agronegócio? Enquanto eles aumentam suas áreas, mandam ONGs para doutrinar os brasileiros a não produzirem e eles permanecerem hegemônicos e mais ricos.
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marcelo coelho (2) 21/06/2009 05h32
marcelo coelho (2) 21/06/2009 05h32
Espero acessar conteúdos formadores de opinião além de estar bem informado sobre as atualidades. sem opinião
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