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Brasil
12/08/2008 - 18h40

Presidente da OAB-RJ critica Gilmar Mendes e diz que magistrados não devem ter medo

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio de Janeiro, Wadih Damous, rebateu nesta terça-feira a declaração feita ontem pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, sobre a polêmica envolvendo os casos de tortura no regime militar. Damous, que participou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de evento promovido no Rio pela UNE (União Nacional dos Estudantes), disse que Mendes foi "no mínimo paradoxal" ao declarar que a reabertura do tema causa instabilidade institucional.

Gilmar Mendes criticou ontem a retomada do debate e alertou sobre o risco de instabilidade institucional. "Esse é um tema que realmente talvez precise ser encerrado. A inspiração dos nossos co-irmãos da América Latina não é a melhor. Tanto é que eles não produziram estabilidade institucional. Pelo contrário, têm produzido ao longo dos tempos bastante instabilidade institucional", disse.

Citando o habeas-corpus concedido ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e aos outros presos pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o presidente da OAB-RJ avaliou que o ministro do STF usa "dois pesos e duas medidas".

"No que diz respeito aos crimes de colarinho branco, ele defendeu tecnicamente a concessão do habeas corpus e disse que um magistrado não deve se curvar à opinião pública. No caso dos crimes praticados pelos torturadores, alega que [a discussão] pode trazer instabilidade ao país. Ora, não se deve ter medo da opinião pública mas se deve ter medo dos torturadores e dos militares?", questionou Damous.

"Um magistrado não deve ter medo de ninguém. Nem da opinião pública nem dos militares", afirmou.

A polêmica em torno da possível revisão da Lei de Anistia voltou à tona depois que os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) defenderam que a tortura na ditadura militar foi crime comum e, portanto, não estaria coberta na Lei de Anistia de 1979.

Comentários dos leitores
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
A verdade sobre a ditadura militar sempre fica escondida por vários interesses escusos. Em primeiro lugar não houve no Brasil nenhuma preocupação em redemocratizar o país, quem queria derrubar os militares queria uma ditadura de esquerda, que na época chamavam-na de ditadura do proletariado. Por outro lado, a ditadura começou a não obedecer os americanos. A coisa piorou quando Geisel se negou mandar tropas para São domingos. Na verdade os americanos sempre foram liberais, mas nunca foram democratas. Quem manda lá são os órgãos de inteligência. Presidente lá é mesma coisa da coroa inglesa. sem opinião
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Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. sem opinião
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Airton Kraismann (90) 03/12/2009 11h29
Airton Kraismann (90) 03/12/2009 11h29
Esse deve ser o milionésimo processo que essa figurinha tem nas costas, aliás se formos ver a ficha criminal dele com os processos, o tamanho dela deve dar uns 10km no mínimo, e até agora não aconteceu absolutamente nada, essa é a justiça brasileira, uma vergonha. 1 opinião
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