Lula confirmará nome de Juca Ferreira no lugar de Gilberto Gil na Cultura
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta quarta-feira recado ao ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, que ele deve ser confirmado para o cargo no lugar de Gilberto Gil. A Folha Online apurou que o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) transmitiu a mensagem do presidente à bancada do PV durante reunião realizada hoje.
Interlocutores do PV informaram que ainda nesta quarta-feira a bancada do partido vai se reunir com Ferreira para definir as prioridades da pasta e os rumos que devem ser dados na nova gestão. A tendência, segundo parlamentares, é manter a mesma linha de administração do ex-ministro Gilberto Gil.
A expectativa, de acordo com integrantes do PV, é que Juca Ferreira tome posse no próximo dia 22 (sexta-feira), no Palácio do Planalto.
A confirmação de Ferreira na Cultura é uma vitória do PV sobre o PT em um embate que dominou o setor desde que Gil anunciou que pretendia deixar o cargo para se dedicar à vida artística. Nos bastidores políticos, os petistas tentavam vencer a disputa embora o próprio Gil tenha pedido a Lula para fazer de seu ex-secretário executivo --Juca Ferreira-- o novo ministro.
Na semana passada, o interino fez intensa campanha para ser efetivado no cargo. Conversou com parlamentares e apelou à bancada. Ferreira se empenhou em convencer deputados que é o nome ideal para o posto. Mas esbarrava no chamado fogo-amigo do PT, que sugeria outros nomes para o cargo.
Políticos que acompanharam as negociações afirmam que, entre as alternativas apresentadas ao presidente para a Cultura, estavam, além do nome de Ferreira, os do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) e integrante da ABL (Academia Brasileira de Letras), Marcos Vilaça, e da filósofa Marilena Chauí --que conta com apoio de boa parte do PT.
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Agora é tarde.
Já foi muuuuito "politicamente incorreto".
Deveria sim ter se limitado à brilhante carreira musical.
Com sua omissão no ministério, a perda foi irreparável para a Cultura, de Janeiro de 2003 a Julho de 2008.
Não se lutou nem por prestígio da pasta nem por recursos.
E nós, contribuintes, eleitores e cidadãos brasileiros pagamos por cada minuto dessa omissão...
...
Teria sim sido bem mais adequado Gil se abster de fazer esse comentário.
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