Brasil
13/08/2008 - 18h25

Defesa de Cacciola acusa Tarso de violar acordo de extradição

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

A defesa de Salvatore Cacciola acusou o ministro da Justiça, Tarso Genro, de violar o acordo de extradição feito pelo Brasil com Mônaco. Cacciola depôs hoje na 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro em dois processos --num ele é réu (por crimes contra o sistema financeiro) e em outro é testemunha (emissão de debêntures sem lastro)..

"Eles assinaram um acordo [de extradição] que depois entenderam desastroso porque havia quatro ações penais e o governo se comprometeu a extinguir três. Agora reativam processos que deveriam ser extintos para tentar escapar do julgamento da opinião pública", disse Carlos Ely Eluf, advogado de Cacciola.

O advogado disse que vai recorrer ao STF (Superior Tribunal de Justiça) para anular os demais processos que existem contra Cacciola e que contrariariam o acordo de extradição. "O governo traz a pessoa da Europa para responder a uma ação penal. Chega aqui, dá um jeitinho para responder em outros processos. Isso é uma coisa inadmissível num país civilizado", afirmou o advogado.

Eluf tentou ainda vincular o processo contra Cacciola ao ano eleitoral e às supostas pretensões de Tarso de ser candidato em 2010. "Estamos em época de eleição. Talvez tentem colocar o caso do banco Marka como imprudência do governo FHC. Nunca uma pessoa foi tão massacrada."

Procurada pela reportagem, a assessoria do Ministério da Justiça informou que não iria comentar as declarações de Eluf.

O advogado criticou ainda a viagem de Tarso a Mônaco. "Foi uma coisa anormal. Ele poderia ter ido à Inglaterra ver o caso Jean Charles ou ao Haiti ver a situação das tropas."

De acordo com Eluf, Cacciola ficou calado no depoimento do processo em que é réu e falou naquele em que é testemunha.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (315) 31/05/2009 12h09
Igor Bevilaqua (315) 31/05/2009 12h09
Não demora esse tal de Cacciola sair da cadeia como "HERÓI", lá dentro segundo reportagem ele já é tratado como tal, é só sair que aquí fora também o será..., o povo brasileiro é atrasado e ignorante em se tratando de $$$celebridades$$$..., e tanto faz ser bandido ou não que a pessoa é ovacionada, reeleita, tem um acolhimento "VIP"..., vejam políticos bandidos, são reeleitos facilmente..., se o Cacciola entrar na política brasileira, ele será eleito sem sombra de dúvidas..., e lá na redoma de corrupção ele será apenas mais um entre os muitos. sem opinião
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João Carlos Gagliardi (1384) 18/05/2009 23h48
João Carlos Gagliardi (1384) 18/05/2009 23h48
A melhor saída para o "pobre" do Salvatore Cacciola, seria entrar para a política.
Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
1 opinião
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Luís da Velosa (726) 18/05/2009 16h07
Luís da Velosa (726) 18/05/2009 16h07
Cacciola, esse sabidório, deve ser exemplarmente punido para que, no amanhã, não nos envergonhemos de nós mesmos. 11 opiniões
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