Brasil
14/08/2008 - 08h36

Na internet, Maluf e Kassab partem para o ataque; Marta e Alckmin evitam confronto

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

Basta uma análise no site de campanha dos principais candidatos a prefeito de São Paulo para confirmar o que se vê nas eleições municipais deste ano. Enquanto os candidatos que permanecem na zona intermediária nas pesquisas de intenções de votos --como o deputado federal Paulo Maluf (PP) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM)-- partem para o ataque contra adversários bem definidos, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) --que dividem a liderança na pesquisas-- preferem se preservar, evitando confrontar os outros candidatos.

Enquanto Marta tenta mostrar que não vai aumentar taxas como fez quanto foi prefeita, Alckmin utiliza em seu site os vídeos institucionais do PSDB.

A principal estratégia de campanha de Kassab, que está com 13% na última pesquisa Datafolha, é atacar a petista. Além de provocá-la diariamente em sua campanha de rua, ele dedica o principal espaço de sua página na internet para fazer desafios diários à ex-prefeita.

Reprodução
Kassab provoca Marta em seu site; petista evita confronto
Kassab provoca Marta em seu site; petista evita confronto

Ali, o prefeito-candidato tenta comparar sua gestão com a da petista. Ainda na página inicial de seu site, sua campanha ironiza: "Kassab não taxa nem relaxa". A frase é uma referência à taxa de lixo criada por Marta quando foi prefeita e ao "relaxa e goza" dito por ela no ano passado a quem precisava viajar de avião em pleno caos aéreo.

A estratégia do prefeito segue outras duas vias: colar sua imagem à do governador do Estado, José Serra (PSDB), e vender a imagem de que é um prefeito corajoso.

"Com Serra [Kassab] colocou as finanças em ordem", diz uma das chamadas. Em outra, diz: "Com Serra [Kassab] recuperou e avançou na saúde". A idéia é capitalizar os votos do bem avaliado governo de Serra, que é favorito para as eleições presidenciais de 2010.

Kassab também quer aparecer como um candidato destemido. Para passar essa imagem, fala sobre o fato de ter enfrentado interesses ao fechar bingos, postos de gasolina e instituir o Cidade Limpa, que retirou outdoors da capital.

Maluf x Kassab

Maluf, com 8% das intenções de voto, também tem seu alvo preferido: Kassab. Como eles estão tecnicamente empatados, Maluf espera ganhar votos tirando eleitores do atual prefeito. Para isso, ele não poupa o democrata em seu site.

Reprodução
Maluf tenta polarizar com Kassab para tirar votos de democrata
Maluf tenta polarizar com Kassab para tirar votos de democrata

Em um campo dedicado ao noticiário, a maioria das notícias trata de problemas em serviços públicos ou de criticas à postura do prefeito nas eleições. "Calçada da Paulista é entregue com quatro meses de atraso e remendos", diz uma das chamadas. Em outra, diz: "Candidato do DEM faz campanha durante o expediente".

Nos vídeos de Maluf, eleitores enumeram o que "anda mal" em São Paulo. "Aqui em São Paulo falta um prefeito", diz um dos entrevistados pela equipe de Maluf.

Marta arrependida

Marta, que segue líder nas pesquisas (36%), leva sua campanha com três táticas. A primeira é a de não entrar em confronto com os candidatos, a segunda é associar sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a terceira é mostrar que não repetirá os mesmos "erros" que ela teria cometido quando foi prefeita.

Para evitar confrontos, Marta não responde aos desafios diários de Kassab nem cita o ex-governador em seu site. Já para associar sua futura administração à gestão de Lula, ela postou um vídeo em que ele declara que fará campanha para ela nestas eleições. Em seu jingle disponível no site, outra comparação com o presidente: "Deixa Marta Trabalhar" segue a mesma linha do jingle utilizado na campanha de reeleição de Lula.

Mas o que mais chama a atenção é a tentativa de Marta de garantir que não vai incorrer nas mesmas atitudes que sua coordenação de campanha avaliam que tenham custado sua reeleição no último pleito. Ela afirma no site que vai baixar impostos, ao contrário do que fez na gestão anterior. "Mais coleta seletiva, menos impostos", diz uma das chamadas em seu site. "Com o país bombando, dá para rever a carga tributária", diz outra manchete.

A petista também busca recuperar a classe média, que na última eleição municipal preferiu votar em peso em Serra. Para isso, ela postou dois vídeos na home dedicada a essa parcela da população sob os títulos de "As faces da nova classe média" e "Consolidar a classe média".

"Eu me arrependo de muita coisa", afirmou Marta na semana passada, quando questionada sobre possíveis arrependimentos de atitudes tomadas por ela quando foi prefeita. Ao dar essa resposta, a candidata encerrou a entrevista coletiva que acontecia em uma loja de cosméticos.

Alckmin aproveita vídeos do PSDB

Com campanha mais modesta que de seus principais concorrentes, o site de Alckmin é menos abastecido. Com 32% das intenções de voto, ele está empatado tecnicamente com Marta e, por isso, prefere não se indispor com os outros candidatos. Não há qualquer tipo de ataque contra rivais em sua página na internet. O que chama a atenção, no entanto, é a presença de vídeos institucionais do PSDB em seu site de campanha.

Esses vídeos foram exibidos na televisão pouco antes do início oficial da campanha. Neles era proibido promover o candidato da legenda. Mesmo assim, o partido escalou Alckmin para ser o garoto-propaganda. Na ocasião, ele negou que sua presença na propaganda era eleitoreira.

De qualquer forma, os vídeos foram aproveitados por sua equipe de campanha. Em um deles, o ex-governador enumera as "grandes obras" realizadas por seu partido no período em que ele foi vice de Mário Covas e posteriormente se elegeu governador. Ele fala do Rodoanel, da calha do rio Tietê e da Nova Imigrantes, por exemplo.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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