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Brasil
14/08/2008 - 09h05

Delegado diz ter provas contra Paulinho no esquema de desvio de recursos do BNDES

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ANDREZA MATAIS
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O delegado da Polícia Federal Rodrigo Levin disse ontem, no Conselho de Ética da Câmara, que tem provas da participação do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) no esquema de desvio de recursos do BNDES.

O delegado irá enviar, na próxima semana, ao Supremo Tribunal Federal o relatório final da Operação Santa Tereza, no qual irá sugerir que o deputado seja denunciado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. Paulinho não quis falar sobre o assunto ontem.

O depoimento de Levin foi dado a portas fechadas, sem a presença da imprensa. Segundo relatos, em cerca de três horas e meia, o delegado informou aos deputados que as provas colhidas comprovam a participação de Paulinho no esquema, uma vez que há relação entre o que foi captado nas escutas telefônicas, na investigação e nos depósitos identificados na conta da ONG Meu Guru.

Segundo a denúncia apresentada pelo PSOL, no relatório parcial da Polícia Federal, Paulinho é acusado de ter recebido propina de R$ 325 mil para intermediar empréstimo de R$ 124 milhões do banco de fomento para a Prefeitura de Praia Grande (SP).

O depoimento, no entanto, não agradou à maioria dos deputados. Os conselheiros consideraram que o delegado não apresentou provas novas, apenas sua convicção dos fatos. "Tenho convicção de que a Polícia Federal grampeia todos nós, mas não tenho prova disso e não posso sair acusando a PF", criticou o deputado Sérgio Brito (PDT-BA), durante a sessão reservada.

Problemas

Segundo os deputados, diante da cobrança por provas, o delegado teria afirmado que enfrentou dificuldades na investigação. "Ele disse que não tinha dinheiro, que era difícil até mesmo convencer o agente a vir a Brasília para seguir as pessoas", afirmou o deputado Mário Heringer (PDT-MG).

"O inquérito é muito fraco e o delegado, inseguro. Em momento nenhum ele apresentou provas contra o Paulinho. Ele não apresentou nada", disse o deputado José Carlos Araújo (PR-BA).

Informado de que vários congressistas já anteciparam que irão absolver Paulinho por falta de provas, o delegado afirmou: "Cada um tem a sua interpretação".

O conselho aprovou ontem o adiamento do fim da investigação por mais 90 dias.

Com isso, o relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), poderá entregar seu parecer até o dia 15 de dezembro, quando o Congresso estará entrando de recesso.

Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
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Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
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ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
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