Brasil
14/08/2008 - 10h44

Em SP, Dantas diz que Protógenes quer criar dificuldades

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MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

O banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, chegou às 09h05 desta quinta-feira à Justiça Federal em São Paulo, onde três testemunhas de acusação serão ouvidas pelo juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal.

As testemunhas do caso envolvendo o banqueiro são os delegados Protógenes Queiroz e Victor Hugo e o escrivão da Polícia Federal Amadeu Ranieri Bellomusto. "Ele [Protógenes] tem um objetivo. Acho que não é pessoal, ele quer criar dificuldades", disse Dantas.

O banqueiro é acusado, com mais dois suspeitos --Hugo Chicaroni e Humberto Braz--, de corrupção ativa por suposta tentativa de subornar um delegado da Polícia Federal para livrá-lo de investigações da Operação Satiagraha.

Irritado, o advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a Polícia Federal e o Ministério Público barraram a entrada da defesa na audiência de hoje. "Os advogados são barrados quando a audiência estava marcada para as 9h. Isso é uma abuso de poder. Isso revela que o ambiente que permeia essa causa parece ter um destino já estabelecido por uma posição pré-ordenada, pré-concebida e de má vontade."

Machado havia dito à Folha Online que De Sanctis propôs a Dantas que ele fale hoje antes da audiência para ouvir as testemunhas de acusação. No entanto, o advogado descartou a hipótese. "Se eu tinha dúvidas sobre se meu cliente iria silenciar hoje, a dúvida acabou agora. [...] O processo está marcado por ilegalidades e abusos."

A Polícia Federal e a defesa de Dantas confirmou que Humberto Braz, braço direito de Dantas, também está presente na audiência.

Já o advogado de Chicaroni, Alberto Carlos Dias, chegou por volta das 10h à Justiça Federal. Ele negou que seu cliente tenha tentado subornar o delegado, e afirmou que Protógenes usou a amizade deles de cerca de oito anos para criar essa situação. "[Chicaroni] foi o único que falou e é o único que continua preso", disse a defesa.

Segundo a PF, Chicaroni dissera em depoimento que o dinheiro encontrado em seu apartamento durante a Operação Satiagraha (cerca de R$ 1,2 milhão) seria dado a ele por representantes do Opportunity. A PF diz que o valor era destinado à tentativa de suborno do delegado da corporação.

Hoje, Dias reafirmou que os delegados pediram o dinheiro. Segundo ele, R$ 50 mil eram de um amigo de Chicaroni e seu cliente estava apenas guardando. O restante, no entanto, o advogado não soube dizer de quem era.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Não sei se o Delegado Protógenes vai dar certo como político..., parece que gente "honesta e ética"..., não é benvinda em nenhum dos poderes. sem opinião
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Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Até onde, ser correto, honesto, investigativo, leal, imparcial, honrando sua Instituição, o Dr. Protógenes Queiroz, Delegado de Polícia Federal, pode ter "pecado", em suas apurações, no caso em questão? Culpado por ter apurado ao "fundo do poço", colhendo provas, e propondo indiciamentos no caso Satiagraha? Atingiu quem não deveria? Ou seja, "riscou um palito de fósforo, no palheiro"? Que crime cometeu, o Dr. Protógenes? Que Brasil é esse, onde o crime impera, e quando homens do bem, combatem o mal, são cercados e vilipendiados em suas atitudes e decisões? Coma fazer polícia, com mãos atadas? Onde está o direito delegado à Autoridade Policial, para apurar, indiciar, e mandar a Juízo, os envolvidos em crimes e falcatruas, para que o Magistrado, às duras penas da Lei, julgue e condene? Quando as causas preocupam os atingidos, começo a ficar preocupado, não sei o que fazer. Política não deve ser misturada com Polícia, cheira mal. Toda intervenção numa investigação, absolve o culpado. Creio plenamente, que o sr. Ministro Tarso Genro, coerente, sábio, saberá interpretar, as Leis, o anseio do povo por Justiça. O Brasil precisa de homens íntegros, probos, de moral ilibada, para seguir adiante, na caminhada, como um verdadeiro líder do Continente Sulamericano, assim, esperamos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil. 3 opiniões
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flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
E MEU POVO O BRASIL E UM DOS POUCOS LUGARES DO MUNDO ONDE OS INVESTIGADORES BONS TEM SUA CARREIRA DERRUBADA POR POLITICOS E BANQUEIROS, E UMA PENA, FICA AQUI A MINHA SOLIDARIEDADE AO Sr.PROTOGENES sem opinião
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