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Brasil
14/08/2008 - 12h55

Mendes nega que central de grampos tenha objetivo de restringir liberdade de juízes

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) quer fiscalizar as autorizações judiciais que permitem a realização de escutas telefônicas em investigações policiais. O presidente do CNJ, Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira que o objetivo do órgão não é limitar as atribuições dos juízes que concedem autorizações para grampos, mas estabelecer ações que permitem a sua fiscalização.

"A idéia não é afetar a liberdade do juiz, nem interferir na sua independência, mas criar regras que permitam ao CNJ e às corregedorias dos tribunais acompanhar essa prática e, eventualmente, detectar os abusos. Temos no CNJ comissões especializadas que acompanham esses setores. É provável que haja uma para acompanhar essa questão."

O presidente do CNJ disse que os abusos nas escutas telefônicas são provocados pelos juízes que autorizam os grampos. "Devemos fazer o que está ao nosso alcance, até porque não há grampo sem autorização judicial. Se há abuso, começa com a autorização judicial. É preciso que o CNJ cumpra com a sua missão normativa."

O ministro afirmou que a discussão sobre a normatização das escutas telefônicas teve início no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o que motivou o CNJ a discutir o tema. "O TJ fez uma resolução e, à luz dele, o CNJ começou a trabalhar."

Mendes, que também é presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), não escondeu sua posição favorável à regulamentação dos grampos telefônicos no país. Na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o gabinete do ministro teria sido alvo de escuta depois que Mendes concedeu o primeiro habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso na operação.

"É um tema que me sensibiliza sobre eventuais abusos e a necessidade de uma nova disciplina", afirmou.

Congresso

Mendes disse ser favorável ao projeto do governo, em tramitação no Congresso desde abril, que regulamenta as interceptações telefônicas. A proposta tem como objetivo atualizar a legislação atual, que é de 1996 e estaria ultrapassada --sem prever, por exemplo, prazos definidos para a realização de uma escuta.

Pelo texto, a execução das operações técnicas de interceptação será feita pela empresa de telecomunicação sob a supervisão da autoridade policial e fiscalização do Ministério Público. O Congresso estuda incluir no projeto mecanismos que permitam reduzir exageros cometidos em operações policiais com escutas telefônicas --mesmo que autorizadas pela Justiça.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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