Chinaglia admite dificuldade para votar reajuste de servidores
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Após a aprovação de um pacote de medidas ontem, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), sinalizou nesta quinta-feira que dificilmente outra maratona de votações se repetirá. Pressionado por integrantes do Judiciário, o petista reconheceu que uma das dificuldades é incluir na pauta a proposta que reajusta em cerca de 3% os salários dos servidores do Poder, incluindo os dos ministros de tribunais superiores.
Por acordo de líderes partidários, os deputados negociaram uma relação de 20 itens que devem ser votados até a próxima semana. Ontem, sete foram aprovados. Faltam ainda temas, como a Lei Geral de Turismo, que trata sobre adoção, crimes de extermínio e responsabilização de secretários municipais, entre outras propostas.
Otimista, Chinaglia disse que o acordo para as votações será mantido. Mas indicou desconfiança sobre a possibilidade de haver uma nova maratona de votações, como a registrada ontem. Por segurança, será realizada uma reunião de líderes na terça-feira (19) que vem para definir as propostas consensuais.
"Quando se ganha de goleada, cria-se expectativa, mas creio que vamos voltar outros projetos na semana que vem", disse Chinaglia.
Polêmica
Chinaglia confirmou que há divergências sobre o projeto que estabelece reajuste de cerca de 3% nos salários dos integrantes do Judiciário. Pela proposta, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), por exemplo, passariam a receber R$ 25,2 mil --atualmente o salário é de R$ 24,5 mil.
O reajuste teria efeito cascata sobre os demais salários do Poder Judiciário, aumentando os salários dos ministros, procuradores, sub-procuradores e demais servidores.
Na reunião de líderes realizada ontem, alguns partidos sugeriram a inclusão da proposta. Mas o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), disse ter se manifestado contra o reajuste. Nesta quinta-feira, Chinaglia admitiu que também considera a discussão imprópria.
"Como presidente da Câmara eu quero me relacionar bem com todos os Poderes", disse o petista. "Mas quero lembrar que no passado, quando era líder, fui o único a votar contra um reajuste."
Chinaglia e o presidente do STF, Gilmar Mendes, trataram sobre a proposta de reajuste do Judiciário em uma reunião que tiveram recentemente, na Câmara.
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Especial

saúde é só pra ricos, educação, segurança, até quando o povo brasileiro vai ser enganado por esses governantes que não respeitão a proprías constituição federal.
cuidado com a justça DIVINA COM JEOVÁ DEUS NIMGUEM PODE.
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O pior é a humilhação de, mesmo com 103% de aumento, ainda receber ridículos 1 /3 do valor pago aos servidores do Legislativo, Judiciário e Ministério Público. Qual é a justificativa? Servidores do executivo comem menos? Só comem coxinha?
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estadual será que não merecemos a atenção do GOVERNO?
Maior pouco caso com os servidores em Sr. Governador!
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