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Brasil
14/08/2008 - 13h03

Chinaglia admite dificuldade para votar reajuste de servidores

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Após a aprovação de um pacote de medidas ontem, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), sinalizou nesta quinta-feira que dificilmente outra maratona de votações se repetirá. Pressionado por integrantes do Judiciário, o petista reconheceu que uma das dificuldades é incluir na pauta a proposta que reajusta em cerca de 3% os salários dos servidores do Poder, incluindo os dos ministros de tribunais superiores.

Por acordo de líderes partidários, os deputados negociaram uma relação de 20 itens que devem ser votados até a próxima semana. Ontem, sete foram aprovados. Faltam ainda temas, como a Lei Geral de Turismo, que trata sobre adoção, crimes de extermínio e responsabilização de secretários municipais, entre outras propostas.

Otimista, Chinaglia disse que o acordo para as votações será mantido. Mas indicou desconfiança sobre a possibilidade de haver uma nova maratona de votações, como a registrada ontem. Por segurança, será realizada uma reunião de líderes na terça-feira (19) que vem para definir as propostas consensuais.

"Quando se ganha de goleada, cria-se expectativa, mas creio que vamos voltar outros projetos na semana que vem", disse Chinaglia.

Polêmica

Chinaglia confirmou que há divergências sobre o projeto que estabelece reajuste de cerca de 3% nos salários dos integrantes do Judiciário. Pela proposta, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), por exemplo, passariam a receber R$ 25,2 mil --atualmente o salário é de R$ 24,5 mil.

O reajuste teria efeito cascata sobre os demais salários do Poder Judiciário, aumentando os salários dos ministros, procuradores, sub-procuradores e demais servidores.

Na reunião de líderes realizada ontem, alguns partidos sugeriram a inclusão da proposta. Mas o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), disse ter se manifestado contra o reajuste. Nesta quinta-feira, Chinaglia admitiu que também considera a discussão imprópria.

"Como presidente da Câmara eu quero me relacionar bem com todos os Poderes", disse o petista. "Mas quero lembrar que no passado, quando era líder, fui o único a votar contra um reajuste."

Chinaglia e o presidente do STF, Gilmar Mendes, trataram sobre a proposta de reajuste do Judiciário em uma reunião que tiveram recentemente, na Câmara.

Comentários dos leitores
gerson branlima (2) 09/11/2009 10h16
gerson branlima (2) 09/11/2009 10h16
o que sera que o governo anda fazendo com o NOSSO dinheiro????????????????????????????????/
saúde é só pra ricos, educação, segurança, até quando o povo brasileiro vai ser enganado por esses governantes que não respeitão a proprías constituição federal.
cuidado com a justça DIVINA COM JEOVÁ DEUS NIMGUEM PODE.
sem opinião
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HEnrique Gazziero (1) 21/10/2009 13h27
HEnrique Gazziero (1) 21/10/2009 13h27
Esse valor de R$ 256,00 não dá para passar nem metade do mês. Gasto R$400,00 fácil.
O pior é a humilhação de, mesmo com 103% de aumento, ainda receber ridículos 1 /3 do valor pago aos servidores do Legislativo, Judiciário e Ministério Público. Qual é a justificativa? Servidores do executivo comem menos? Só comem coxinha?
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gerson branlima (2) 19/10/2009 22h47
gerson branlima (2) 19/10/2009 22h47
E o aumento do funcionalismo
estadual será que não merecemos a atenção do GOVERNO?
Maior pouco caso com os servidores em Sr. Governador!
1 opinião
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