TSE autoriza Forças Armadas nas eleições do Rio, mas envio depende de pedido de Cabral
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram nesta quinta-feira, por unanimidade, enviar homens das Forças Armadas para o Rio de Janeiro. Mas antes o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, avisou que vai aguardar a requisição do governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), para autorizar a liberação dos militares.
A proposta foi apresentada pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do STF (Supremo Tribunal Federal), e contou com apoio de todos os ministros do TSE.
A discussão, envolvendo as ameaças à segurança nas eleições no Rio em decorrência de grupos de milícias e traficantes, ocupou boa parte da sessão realizada hoje no TSE.
Os ministros debateram os pontos favoráveis e contrários à presença de Forças Armadas em áreas. A principal divergência girou em torno do caráter de intervenção que a decisão poderia ter.
Ameaças
Ayres Britto defendeu sobre a necessidade de haver o que chamou de "coalizão de forças policiais" --com homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além da Força Nacional de Segurança-- neste período eleitoral até a realização do 2º turno das eleições em outubro.
Para o presidente, é fundamental assegurar condições para que os candidatos possam fazer suas campanhas, a imprensa acompanhar os políticos em todos os locais do Rio e mais os eleitores de votarem.
Ayres Britto contou que tem mantido conversas com Cabral Filho, que concordou com o envio de militares para o Rio para "assegurar a regularidade do processo eleitoral". "Ele repetiu que uma eventual requisição de forças militares, eventual coalizão de forças policiais, encontrará da parte dele todas as boas vindas."
Providências
Na última segunda-feira (11), Carlos Ayres Britto participou de uma reunião com autoridades federais, estaduais e municipais no Rio. De acordo com ele, na conversa, as autoridades confirmaram que serão dadas prioridades na tramitação de inquéritos relativos às ameaças de traficantes e milícias, campanhas de esclarecimento sobre a inviolabilidade do voto e mais o direito de escolta para os candidatos interessados.
Ayres Britto disse ter retornado de sua viagem "mais tranqüilo". "Voltei do Rio mais tranqüilo e confortado por entender que essas providências conjugadas têm efeitos", disse ele.
Apesar do otimismo, o presidente do TSE propôs a discussão com os demais ministros. Menezes Direitos confirmou que havia um "comportamento feudal", em decorrência dos comandos dos milicianos e traficantes, em áreas específicas do Rio.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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