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Brasil
14/08/2008 - 20h54

"Subjetividade pode deixar a Polícia Civil mais violenta", diz Tarso Genro

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LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta quinta-feira em Salvador que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em limitar o uso de algemas nos presos pode tornar a Polícia Civil mais violenta.

"Isso aí [a restrição ao uso de algemas] pode gerar uma reação mais violenta na pessoa [um eventual preso], o que leva a Polícia Civil a ter mais violência para se proteger", disse o ministro, antes de proferir uma palestra para estudantes.

Tarso Genro afirmou também que, "por ser bem preparada, por ser uma elite treinada", a Polícia Federal terá mais facilidade para se adaptar à decisão do STF --ontem, os ministros do Supremo aprovaram uma súmula vinculante que limita o uso de algemas a casos excepcionais, quando os presos oferecerem resistência à prisão ou colocarem em perigo o policial e outras pessoas.

O ministro disse que, diferentemente das interpretações iniciais sobre a súmula, o poder do agente policial será maior com a decisão do STF.

"O arbítrio do agente aumentou. O juízo do agente de usar ou não algema ficou mais forte, ele fica mais senhor da custódia", afirmou o ministro.

"Se tivesse uma decisão, por exemplo, não se pode algemar ninguém ou pode algemar determinadas pessoas, aí o policial teria uma norma mais direta sobre a sua conduta."

Antes de seguir para um jantar em adesão à candidatura do deputado Walter Pinheiro (PT) à Prefeitura de Salvador, Tarso Genro disse que integrantes do governo vão se reunir na próxima semana para discutir a implementação da súmula vinculante das algemas.

"A Polícia Federal não discute decisão do Supremo, vamos cumprir. Vai chegar o momento em que, na sua aplicação, vamos levar nossa experiência ao Supremo para que avalie ou consolide a súmula ou faça modificações", afirmou.

Tarso Genro disse que não existem divergências entre o STF e o comando da Polícia Federal --na operação Satiagraha, que levou à prisão o ex-prefeito Celso Pitta (SP), o banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas, entre outras pessoas, houve críticas à "espetacularização" da ação.

"Não existe divergência [entre a PF e o STF]. Se existe algum tipo de divergência, é entre os próprios tribunais."

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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