Brasil
15/08/2008 - 07h42

Defesa de algemados em operação da PF entra com recurso no STF

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RODRIGO VARGAS
da Agência Folha

A defesa de nove dos 32 presos na Operação Dupla Face, da Polícia Federal, ingressou ontem com pedido de habeas corpus na Justiça Federal de Mato Grosso para o trancamento da ação penal movida contra os suspeitos de envolvimento com supostos esquemas de corrupção descobertos no Incra e na Receita Federal.

Segundo os advogados, o pedido tem como base o texto da 11ª súmula vinculante, editada anteontem pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que limita o uso de algemas a casos de "justificada excepcionalidade" e de "fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia".

Na operação, deflagrada um dia antes da edição da norma, todos os suspeitos foram algemados. Segundo a defesa, a decisão do STF pode ser usada retroativamente.

No pedido de habeas corpus, os advogados declaram que "todos foram algemados, expostos ao ridículo, em frente aos seus familiares, vizinhos e populares que passavam no momento de suas prisões e nos locais por aonde iam passando."

"Nos entristece estarmos presenciando mais uma vez a espetacular demonstração de força da Polícia Federal ante humilhação dos presos, e ainda proporcionando aos holofotes das câmeras de televisão a degradante cena de humilhação para induzir a opinião da sociedade", diz o pedido.

No dia da operação, a PF declarou que o uso de algemas seguiu o previsto no manual interno da corporação e foi uma medida de segurança "para o policial e para o detido".

Segundo o delegado Luciano Salgado, que chefiou o inquérito, a investigação começou em 2006, após denúncias de que funcionários do Incra exigiam propina para dar andamento a processos de obtenção do CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural) --documento sem o qual o proprietário não pode fazer negociação envolvendo as terras ou ter acesso a financiamentos bancários.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
É uma falta de respeito com nos paraence o que o Bancario esta fazendo. nosso estado não deve se cala diante de tanta omilhação, temos que nos valorizar, somos pequenos diante dele mas somos capazes. 2 opiniões
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Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Em qualquer país decente do mundo um delegado como esse que foi afastado já estaria preso. Mas no Brasil parece que ele vai virar herói, no que depender, é claro, dos paladinos da moralidade (alheia, é claro). No mais, parabéns ao STF e ao CNJ, que têm corrigido os delírios de alguns juízes que ainda pensam ser deuses, mas estão aprendendo, em público e para o país todo ver, que manda quem pode e obedece quem tem juízo. É isso, simples assim, queiram ou não algumas viuvinhas. 15 opiniões
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