Brasil
15/08/2008 - 08h44

Governador se queixa de pressão para figurar na campanha municipal tucana

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

Sob pressão para que participe desde já da campanha, o governador de São Paulo, José Serra, telefonou ontem para o candidato do PSDB à prefeitura, Geraldo Alckmin, para se queixar do ataque alckmista expresso em notas de jornais.

Serra --que encara as recentes aparições de Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como uma tentativa de coação-- expôs sua irritação ontem, após posar ao lado do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM). Questionado sobre como fazer campanha sem permissão para atuar no programa de Kassab, Serra se exaltou:

"É uma pergunta sem sentido, se você me permite. O que tem é muita fofocada, fofoca, fofoca, fofoca. Em vez de fazer campanha, o pessoal fica fazendo fofoca", reagiu Serra, queixando-se de jornais.

"Não sei o que quer dizer a pergunta. Você está fazendo uma constatação da lei. Ótimo. A lei diz isso. E aí? E agora?"

De tão irritado com a marcação alckmista, Serra chegou a chamar Kassab para que se sentasse ao seu lado na cerimônia de abertura da Bienal do Livro. Uma hora antes da visita de FHC a Alckmin, Serra e Kassab trocaram confidências e sorrisos diante dos fotógrafos.

Semana passada, em conversas com secretários estaduais, Serra avisou que não funciona sob pressão. Assumidamente turrão, Serra disse a aliados que a pressão poderia adiar sua aparição na campanha tucana.

Além disso, serristas lembram que o governador e o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, advertiram Alckmin para a situação delicada produzida pelo lançamento de dois nomes.

Em resposta aos tucanos que o acusam de omissão, os serristas citam ainda a atuação do governador para debelar a crise no PSDB, garantindo que Alckmin fosse escolhido candidato sem disputa interna.

Identificando o senador Tasso Jereissati (CE) como um dos defensores da estratégia para pressioná-lo, tucanos lembram que, em 2002, o então governador do Ceará declarou voto a Ciro Gomes, que concorria à Presidência contra Serra.

Em 2002, frisam serristas, Alckmin teria evitado aparições públicas ao lado de Serra, na iminência de ser derrotado pelo hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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