Brasil
15/08/2008 - 13h01

Dilma nega que PAC pertença à política do "é dando que se recebe" e rebate caráter "eleitoreiro"

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) rebateu nesta sexta-feira as acusações de que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é "eleitoreiro" e privilegiaria candidatos aliados ao governo federal nas eleições municipais. Depois de participar de encontro com integrantes do PT no Distrito Federal, Dilma disse que o PAC atende a prefeitos e governadores de partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou da oposição.

"O PAC foi feito assim: chamamos todos os governadores e todos os prefeitos e juntamente com governadores e prefeitos escolhemos os projetos que iam ser contemplados com os recursos do PAC, de comum acordo. Ao fazer isso, o governo mostrou que estava rompendo com a prática tradicional de clientelismo no Brasil. Isso é que explica que o PAC, no seu nascedouro, não é um programa eleitoreiro", afirmou.

Intitulada por Lula como a "mãe do PAC", Dilma disse que o programa encerrou "práticas clientelistas" e com a política do "é dando que se recebe". "Faz parte do processo de reforma política acabar com o clientelismo. Uma das características piores do clientelismo é aquela relação antiga em que o Executivo só transfere recursos para os partidos da base de sustentação, e não para os partidos de oposição. Isso foi a grande contribuição do governo Lula e para a modificação de uma reforma política na prática", afirmou.

Segundo Dilma, as conseqüências de práticas "clientelistas" são restrições e prejuízos ao "interesse da população brasileira". "A transferência de recurso não tem de ser feita olhando a adesão política do governador ou do prefeito. Ela tem de ser feita olhando o interesse da população. É isso que acaba com o eleitoralismo de um programa."

Apontada como a virtual sucessora de Lula com o apoio do PT, Dilma enfrenta no próprio partido a disputa com o colega-ministro Tarso Genro (Justiça), que também pretende sair candidato a presidente da República.

Oficialmente, tanto Dilma como Tarso negam suas intenções. Porém, integrantes do PT confirmam que ambos sonham com o Palácio do Planalto e articulam discretamente detalhes para a campanha rumo a 2010.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (426) 24/11/2009 17h06
Eduardo Giorgini (426) 24/11/2009 17h06
Na éra Lulista, é proibido praticar a cidadania.
Devemos aceitar tudo cegamente, afinal, Lula virou Deus.
Aceitem os esquemas de corrupção calados, senão serão taxados de pessimistas, "da oposição",etc.
Brasil esta super bem, super educado, super nos trinks.
Política hidem!
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2768) 16/11/2009 19h47
Antonio Fouto Dias (2768) 16/11/2009 19h47
Para evitar escândalos com a publicidade de superfaturamentes inventaram agora o sobrepreço.
Isto queer dizer que fazem de tudo e inventam um pouquinho mais para justificar o injustificável.
É uma pena de que a corrupção tornou-se rotina do cotidiano principalmente político, que o eleitor nem mais liga para isso e consegue eleger sempre os mesmos, mesmo que possuam fichas sujas, participem de escândalos entre outros.
É LAMENTÁVEL, MAS FAZER O QUE, SE PRATICAMENTE NINGUÉM DÁ OUVIDOS À ÉTICA E À DIGNIDADE NA VIDA POLÍTICA DO PAÍS.
3 opiniões
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José Alberto (209) 16/11/2009 12h43
José Alberto (209) 16/11/2009 12h43
Estou vendo que o governo está deixando todas as obras para 2010 ano eleitoral ou então não tem dinheiro para realiza-las pois roubou demais... 2 opiniões
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