Vice-governador do Rio rejeita envio de Forças Armadas para dar segurança às eleições
ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, do Rio
O vice-governador do Rio Luiz Fernando Pezão minimizou nesta sexta-feira os incidentes sofridos por candidatos e jornalistas durante campanha eleitoral em favelas. Em cerimônia no morro do Cantagalo com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Pezão se opôs ao envio de forças federais, autorizado ontem pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Cabral não participou do mesmo evento para se reunir com o secretário de Segurança, José Beltrame, e decidir se o governo vai pedir as tropas militares.
Pezão reclamou de uma suposta "exploração eleitoral" pelos candidatos impedidos de fazer campanha nas favelas. "Pode ter um caso [de intimidação], mas são mais de mil candidatos. Não é todo mundo", disse. "Acho a eleição tranqüila. O que acontece é que muitas comunidades cansaram da classe política. Elas não se sentem representadas por candidatos que sempre tiraram votos e não retornaram benefício nenhum. Elas estão se organizando, querem ter representantes", afirmou.
O vice-governador afirmou que não vê necessidade de envio de tropas militares para garantir a segurança nas eleições. "O governador já pediu duas vezes a ajuda das Forças Armadas, pediu que patrulhassem em volta dos seus quartéis... Mas [o reforço de tropas militares] só para a eleição é uma exploração política, a gente não precisa. Eu não acredito que o governador vai pedir só para as eleições. Eu sou contra."
Comandante da PM
Também presente no evento, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Gilson Pitta Lopes, expressou que a posição da corporação é a mesma do governo do Estado. "Estaremos abertos a todo e qualquer apoio", afirmou.
Segundo Pitta, o possível reforço de forças federais não demonstraria a incapacidade da PM em garantir a segurança do pleito. "A corporação sempre está pronta, mas se o escalão superior do governo perceber alguma necessidade, estaremos abertos a trabalhar de maneira conjunta."
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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