Brasil
15/08/2008 - 15h11

Estudantes disputam para ver seminário de Maluf; candidato ironiza Marta

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PAULO SALDAÑA
colaboração para a Folha Online

Em seminário disputado por estudantes na região central de São Paulo, o candidato do PP à prefeitura, Paulo Maluf, ironizou a adversária Marta Suplicy (PT) afirmando que seu lema não é relaxa, mas, sim, pressa.

A presença de Paulo Maluf causou alvoroço em alunos da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). A participação do pepista encerrou uma série de seminários com os onze prefeituráveis.

As cadeiras do auditório estavam todas ocupadas, pessoas acompanhavam de pé, e a fila de espera do lado de fora era extensa. Cada declaração de Maluf, conhecido por causar polêmica, era seguida de risadas e aplausos dos alunos. Maluf entrou mandando beijos e, depois de mais de uma hora, saiu aos lamentos dos alunos.

Maluf tem preferido não atacar diretamente nenhum de seus adversários. Conhecido por se gabar de suas obras viárias, esse também foi o foco de sua fala hoje. Ele chegou a detalhar seis projetos, entre eles a "Freeway", vias a serem construídas em cima dos rios Tietê e Pinheiros.

Algumas provocações sobraram para os candidatos Marta Suplicy e Geraldo Alckmin (PSDB). "Meus túneis não inundaram, meus piscinões funcionaram, minhas estradas não esburacaram e minhas estações de Metrô não ruíram", disse ele. "Meu lema não é relaxa, é pressa", finalizou o candidato, referindo-se à frase dita pela então Marta Suplicy, no auge da crise aérea.

O candidato ainda se classificou na disputa eleitoral. "A eleições hoje indicam que estou em um bom terceiro lugar", disse.

Livro aberto

Ao terminar sua exposição inicial, Maluf avisou que estava disponível para responder qualquer pergunta. "Minha vida pública é um livro aberto. Meus telefones estão todos gravados", disse. "É por isso que eu uso quatro linhas. Um para falar com a mulher, outra com os filhos, outra para conversar sobre política. E a última, que a PF [Polícia Federal] sabe, eu não falo nada." Mais uma vez, a fala foi seguida de aplausos.

Mais uma vez o candidato criticou a divulgação da chamada "lista suja" por parte da AMB (Associação de Magistrados Brasileiros). "Juiz tem que ser juiz, não pop star." O deputado já havia comentado que juiz não deveria se meter em política.

Questionado pelos alunos, Maluf disse que não se arrependeu de ter apoiado a candidatura de Celso Pitta à prefeitura, em 1996. "Ele foi um bom secretário de Finanças. Depois que foi eleito, ficou por conta dele." No entanto, finalizou novamente com humor: "Eu falhei porque não conhecia a mulher dele". Foi a ex-mulher de Pitta, Nicéa Camargo, quem denunciou uma série de irregularidades.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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