Brasil
15/08/2008 - 16h36

Cabral vai pedir forças federais para garantir segurança antes e depois das eleições

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online

Atualizada às 18h16

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta sexta-feira que ele e o secretário de segurança José Mariano Beltrame são favoráveis ao envio das forças federais --Forças Armadas e Força Nacional de Segurança-- para auxiliar nas eleições do Estado. Ele disse que enviará ainda hoje um ofício ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, pedindo o envio de reforço na segurança das eleições.

"Para mim, não há o menor problema que as forças federais venham ao Rio nos ajudar. Se o governo tiver que ser a autoridade a solicitá-las, eu oficializo agora essa solicitação. Já disse ao presidente do TSE que é o meu desejo que venham", disse antes de participar um seminário na Fecomercio.

Cabral pediu que os militares da Força continuem atuando no Rio também após o período eleitoral. "Se puderem continuar, vai ser um presente. Precisamos de mais gente nas ruas. Quanto mais, melhor", afirmou. "As forças federais são muito bem vindas no Rio. A população do Rio necessita de tranqüilidade no período eleitoral e fora do período eleitoral."

Cabral não soube dizer quantos homens e quais forças federais serão alocados no processo eleitoral do Estado nem quando a ajuda chegará. "O TSE é quem tem que decidir se é a Força Nacional de Segurança, se são as Forças Armadas... Eu preciso de ajuda. O Rio precisa de ajuda para combater a criminalidade."

O governador desautorizou o vice-governador Luiz fernando Pezão, que pela manhã se opôs à convocação das forças federais, que classificou como "exploração eleitoral". "Eu não vejo como exploração eleitoral. Isso é bobagem. A população tem discernimento, sabe como as coisas estão evoluindo e sabe que desde o início eu estou requerendo esse apoio federal."

Cabral também fez críticas ao comandante militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira. "Aqui no Rio há um certo ruído de convivência com o comando do Exército local, mas isso é um detalhe. O detalhe do comando militar do leste estar na mão de um general que não é muito pró-ativo não compromete. Para o comando dessa operação virão outros oficiais das forças armadas para nos ajudar."

Justiça Eleitoral

Os ministros do TSE decidiram nesta quinta-feira, por unanimidade, enviar homens das Forças Armadas para o Rio de Janeiro. Para isso, o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, disse que era preciso aguardar a requisição do governador Sérgio Cabral.

O presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, desembargador Roberto Wider, manifestou apoio à decisão do TSE de envio de homens das Forças Armadas para as eleições locais.

"Eu e o ministro Britto [presidente do TSE, Carlos Ayres] conversamos longamente ainda na noite de quinta-feira e manifestei meu total apoio às decisões do TSE, inclusive colocando à disposição desse esforço toda a estrutura do TRE do Rio de Janeiro. Há uma sintonia muito grande nas nossas visões e preocupações, de maneira que a Justiça Eleitoral vai continuar trabalhando unida para garantir a segurança, a tranqüilidade e a lisura das eleições de 2008", afirmou Wider.

No final do mês passado, o TRE-RJ, TSE e equipe de Cabral começaram a discutir o possível envio da Força Nacional para as eleições do Rio. Na ocasião, o governo do Estado disse que o pedido deveria ser feito pela Justiça Eleitoral. Mas o TRE e TSE afirmaram que a solicitação deveria partir de Cabral.

Comentários dos leitores
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Não sei quanto ao superfaturamento, mas deixar as crianças nas mãos do estado é covardia, as apostilas da prefietura, trazem conteúdo compatível com as escolas particulares, e investir na educação dos nossos pequenos é tão importante quanto construir novas creches, diria que até muito mais visto que o saber abre portas e oportunidades... Superfaturar não, mas continuar com os istema apostilado sim. sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? 2 opiniões
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Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 6 opiniões
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