Brasil
15/08/2008 - 21h17

Tarso diz que decisão do STF sobre Raposa/Serra do Sol será cumprida "à força"

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

O ministro Tarso Genro (Justiça) afirmou hoje em Porto Alegre que o cumprimento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a criação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR) deverá ser cumprida "à força".

O STF julga, no próximo dia 27, o mérito da homologação da reserva de 1,7 milhão de hectares em forma contínua.

"A decisão do Supremo vai ter muita influência em uma concepção de território do país, de como ele se constitui e também numa visão da segurança pública porque esta decisão vai ter que ser executada à força", disse o ministro, ao final de uma audiência pública na Assembléia Legislativa gaúcha.

Alvo de disputa entre parte dos índios da região e fazendeiros (apoiados por outra parte dos índios), a área, homologada como terra indígena em 2005, foi palco de episódios violentos em abril deste ano, quando índios foram feridos à bala, pontes foram queimadas e opositores da retirada dos não-índios --como o líder dos arrozeiros Paulo César Quartiero (DEM)-- foram presos.

Defensor da criação da reserva, o ministro criticou os arrozeiros que tiveram "atitude de resistência forçada contra a legitimidade do Estado" em abril.

O ministro não detalhou como as forças de segurança deverão atuar para impedir uma nova conflagração em Roraima, caso episódios de desobediência civil surjam a partir da decisão do STF.

"Há uma série de questões sobre as quais a gente vai ter de se debruçar na hora H."

Tarso criticou um dos principais argumentos da oposição à homologação contínua, o risco à soberania na área da reserva, que fica em uma zona de fronteira com Guiana e Venezuela. Segundo ele, a integridade do território brasileiro não está em risco, já que a União é a dona das terras.

Comentários dos leitores
HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h50
HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h50
Índios vivem no Brasil em locais onde o sol é intenso e precisam se banhar várias vezes nos rios para se refrescar. Se eles desempenhassem trabalho em indústrias que o governo levasse para suas aldeias, eles receberiam em contra-partida um salário e poderiam ter casas de alvenaria com ar condicionado e ventilador. Com o tempo iriam diminuindo a prática de ir tantas vezes se banhar nos rios. Dizer que índios não gostam de trabalhar e que nunca irão gostar de trabalhar é enganação, porque existem profissionais competentes que poderiam fazê-los acostumar com as tarefas de trabalhos diversos. O governo deveria ser bom de verdade para os índios e ajudá-los de verdade, para que eles se desenvolvam com dignidade que todos seres humanos merecem e por serem brasileiros igual eu sou, eu penso que merecem mesmo a conquista da dignidade de viverem com mais conforto. Más, não é desapropriando terras produtivas para doar muita terra para eles que eles irão ter dignidade de viverem com mais conforto algum dia. Muito menos será isolando eles nas florestas e deixando-os ignorantes para viverem como selvagens. sem opinião
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HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h31
HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h31
O governo deveria pensar que, em breve os índios que talvez sejam hoje uns 400 mil, serão milhões, e que causarão um enorme impacto ambiental, principalmente afetando muito a fauna porque eles irão caçar mais. Também o fato de representarem uma enorme massa populacional de "desocupados", porque não são a maioria que exerce atividade de plantação de lavouras de subsistência, ou que praticam algum trabalho além de caçar ou pescar. Já aconteceram muitos conflitos em contatos com índios de tribos isoladas e que nunca tiveram contato antes com a civilização, em construções de estradas no interior, em construção de estrada de ferro na região norte, em vilarejos que foram atacados por índios de tribos que não tinham feito contato antes e o governo deveria imaginar que com o aumento das populações indígenas, muitos índios irão sair de suas aldeias e se instalarem em locais onde nascerão outras gerações que viverão isoladas e sujeitos a primeiros contatos com consequências trágicas, e que poderiam ser evitados. Índios precisam receber educação, o governo deve levar para os índios em suas aldeias, indústrias ou fábricas, atividade de criação de animais e de produção de alimentos diversos. Dizem que índios não gostam de trabalhar, más, profissionais competentes existem nesse país e poderiam prestar serviços de assistência aos índios se trabalharem na FUNAI ou para o governo, educanto e treinando os índios para desempenharem tarefas em indústrias e na produção de alimentos. sem opinião
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Leonardo Afonso (2) 04/11/2009 18h44
Leonardo Afonso (2) 04/11/2009 18h44
Há mais que a questão dos índios do Xingu, Belo Monte alagaria uma formação geológica única no mundo; e não há demanda humana na área, a energia seria destinada a empresas estrangeiras de alumínio (como a Alcoa), no Maranhão. Tal indústria é intensiva em energia; e é estratégica de fato, mas não está acima de todos outros vetores socio-econômico-ambientais! Mas com Minc e Dilma, colega... sem opinião
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