Brasil
15/08/2008 - 21h31

TSE recebe pedido de Cabral para envio de forças federais para as eleições do Rio

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da Folha Online

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), enviou hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pedido de envio de forças federais --Forças Armadas e Força Nacional-- para garantir a segurança nas eleições do Estado. O pedido foi feito após o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio receber denúncias anônimas sobre milícias e traficantes que estariam tentando interferir no processo eleitoral.

Além de querer impor a candidatura de simpatizantes dos criminosos, esses grupos chegaram a proibir a campanha de alguns candidatos nas comunidades dominadas por traficantes e milicianos.

"Para mim, não há o menor problema que as forças federais venham ao Rio nos ajudar. Se o governo tiver que ser a autoridade a solicitá-las, eu oficializo agora essa solicitação. Já disse ao presidente do TSE que é o meu desejo que venham", disse Cabral.

O governador do Rio pediu que os militares da Força continuem atuando no Rio também após o período eleitoral.!Se puderem continuar, vai ser um presente. Precisamos de mais gente nas ruas. Quanto mais, melhor", afirmou. "As forças federais são muito bem vindas no Rio. A população do Rio necessita de tranqüilidade no período eleitoral e fora do período eleitoral."

Cabral não soube dizer quantos homens e quais forças federais serão alocados no processo eleitoral do Estado nem quando a ajuda chegará. "O TSE é quem tem que decidir se é a Força Nacional de Segurança, se são as Forças Armadas... Eu preciso de ajuda. O Rio precisa de ajuda para combater a criminalidade."

Justiça Eleitoral

Os ministros do TSE decidiram nesta quinta-feira, por unanimidade, enviar homens das Forças Armadas para o Rio de Janeiro. Para isso, o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, disse que era preciso aguardar a requisição do governador Sérgio Cabral.

O presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, desembargador Roberto Wider, manifestou apoio à decisão do TSE de envio de homens das Forças Armadas para as eleições locais.

Apesar da autorização do TSE para enviar as tropas e do consentimento de Cabral e Wider, Ayres Britto pretende fazer um planejamento minucioso sobre a necessidade do uso de militares nas eleições do Rio. Para definir o mapeamento sobre essas necessidades, o presidente do tribunal tem reunião marcada com o ministro Tarso Genro (Justiça) na próxima semana.

Ayres Britto disse que seu objetivo é fazer um trabalho de "cautela e precaução", mas que foi informado por várias autoridades estaduais e municipais, além de parlamentares, sobre as ameaças feitas por milícias e traficantes à seguranças nas eleições do Rio.

De acordo com o ministro, o objetivo é que as forças federais assegurem a liberdade para que os políticos possam fazer suas campanhas, a imprensa acompanhe as atividades e os eleitores tenham condições de escolher seus candidatos sem cerceamento.

Reprodução da carta enviada pelo governo do Rio ao TSE solicitando envio de tropas federais para as eleições
Reprodução da carta enviada pelo governo do Rio ao TSE solicitando envio de tropas federais para as eleições
Comentários dos leitores
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Não sei quanto ao superfaturamento, mas deixar as crianças nas mãos do estado é covardia, as apostilas da prefietura, trazem conteúdo compatível com as escolas particulares, e investir na educação dos nossos pequenos é tão importante quanto construir novas creches, diria que até muito mais visto que o saber abre portas e oportunidades... Superfaturar não, mas continuar com os istema apostilado sim. sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? 2 opiniões
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Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 6 opiniões
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