Molon e Alencar criticam presença das forças federais nas eleições do Rio
ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio
Com algumas ressalvas, os candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro manifestaram nesta segunda-feira apoio à proposta de envio de tropas federais --militares e Força Nacional de Segurança-- para reforçar a segurança da cidade durante o período eleitoral. As exceções foram os candidatos Alessandro Molon (PT) e Chico Alencar (PSOL).
Eduardo Paes (PMDB) mostrou está afinado com o governador Sérgio Cabral (PMDB), seu aliado, que encaminhou ofício ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na sexta-feira pedindo o envio das forças federais. "Tudo que puder ser feito para trazer tranqüilidade para a cidade é válido. Eu quero que elas [forças federais] continuem depois das eleições, cuidando do direito de ir e vir das pessoas", disse.
Molon considerou a medida um sinal de fracasso da estratégia do governo estadual para o setor. "Em situações extremas, faz algum sentido garantir a presença de tropas para assegurar a tranqüilidade no dia do pleito. Mas com esta antecedência, pedir a presença de tropas federais me parece um reconhecimento do fracasso da política de segurança do Estado", disse o petista.
Para Alencar, o governador "é movido por pesquisas de opinião". "Se você perguntar à população, é óbvio que ela vai querer mais segurança. Mas precisa fazer a pergunta certa: 'você quer segurança com data de validade, para proteger candidatos'? A maioria vai dizer que não, que é cinismo."
"Estou pedindo ao TRE que convoque os partidos para debater sobre essa presença. Será que vão combater também o abuso do poder econômico, o uso da máquina pública, que são crimes eleitorais tão graves quanto o constrangimento causado por milícias e traficantes?", questiona Alencar.
Para Jandira Feghali (PC do B), "as instituições devem garantir eleições livres e limpas", mas se diz preocupada em saber quais tropas virão e onde atuarão. "Temos que ter cautela, pois 99,9% da população das favelas é de trabalhadores, gente de bem. Você não pode estabelecer uma confrontação que possa gerar a morte de inocentes civis. A política do confronto sem inteligência é o que tem marcado o Rio de Janeiro, e com um balanço extremamente melancólico", diz.
Fernando Gabeira (PV) considera "importante que a cidade tenha segurança, com exército e força nacional contribuindo". "Mas esse processo não deveria ser voltado apenas para os candidatos ou para as eleições. É preciso um processo de segurança na cidade que seja permanente e envolva a população no seu conjunto", disse.
Para Marcelo Crivella (PRB), as forças federais têm que vir para garantir a segurança de candidatos e para assegurar que as pessoas possam votar em quem quiserem e não em candidatos impostos por quadrilhas armadas. Solange Amaral (DEM) não foi encontrada pela reportagem para comentar o assunto.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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