Brasil
18/08/2008 - 17h17

Câmara vai ouvir representante das Farc sobre suposta ligação com autoridades do governo

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Sem alarde, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou requerimento para ouvir o ex-padre Olivério Medina, representante das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no Brasil. A comissão vai marcar audiência pública para que o padre explique seu suposto vínculo com autoridades do governo brasileiro com o objetivo de aproximá-lo do movimento de guerrilha colombiano.

O requerimento prevê a realização de audiência pública para que Medina seja ouvido, o que permite que o ex-padre negue o convite da Câmara para prestar depoimento. Como não houve convocação, Medina tem liberdade para rejeitar o convite se decidir não prestar esclarecimentos publicamente.

No início de agosto, a revista colombiana "Cambio" publicou reportagem de capa dizendo que a presença das Farc "chegou até as mais altas esferas" do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT, aos líderes políticos brasileiros e ao Poder Judiciário. A Folha (a reportagem está disponível somente para assinantes do jornal e do UOL) também publicou reportagem afirmando que as Farc haviam buscado diálogo com o governo brasileiro.

Segundo a revista, a conclusão foi tirada de supostos e-mails encontrados no computador do ex-porta-voz internacional das Farc Raúl Reyes. O assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, teria sido mencionado nos e-mails, mas negou que o governo brasileiro tenha qualquer relação com as Farc.

Garcia disse que o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, apenas levantou informações sobre as condições de saúde de Medina, que vive como refugiado no Brasil.

O autor do requerimento do pedido de audiência, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), disse esperar que Medina revele detalhes sobre a atuação do governo brasileiro junto às Farc. Além disso, Jungmann quer esclarecer detalhes sobre ações políticas de Medina no Brasil --o que seria proibido pelas regras aplicadas em refugiados.

Comentários dos leitores
O Pacificador (148) 18/11/2009 20h02
O Pacificador (148) 18/11/2009 20h02
"Presidente de TV diz que Chávez faz de tudo para levá-lo à prisão..."
E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
sem opinião
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Santos Júnior (290) 18/11/2009 01h00
Santos Júnior (290) 18/11/2009 01h00
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer erigir para si um pedestal onde possa aparecer ante a Europa e os Estados Unidos como o grande patrono da governança latino-americana. Auto-suficiente e com um visível tom de desprezo, seu anúncio inconsulto feito em Londres ante os editores do Financial Times, no sentido de que ele "reunirá" em 26 de novembro Hugo Chávez e Álvaro Uribe em Manaus "para que resolvam suas diferenças", é um insulto à Colômbia e uma piada à realidade do que está ocorrendo no continente.
Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
2 opiniões
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J. R. (1157) 17/11/2009 20h30
J. R. (1157) 17/11/2009 20h30
O lucro do petróleo venezuelano está indo também para a educação, hoje no dia do estudante universitário houve uma passeata nas maiores cidades venezuelanas em comemoração ao sucesso da inclusão ao curso superior de mais de 2 milhões e meio de bacharéis, sendo que em 1999 haviam apenas 166 mil. Um povo com formação saberá defender seus direitos, além de fazer o país crescer em todos os sentidos, deixando a criminalidade e a pobreza. Lula deveria olhar mais para o processo educativo venezuelano como possível modelo para o Brasil, cuja educação está crescendo apenas pelas mãos da iniciativa privada. A melhor maneira de fazer um país crescer de fato é apenas pela educação, e o lucro do petróleo, que é astronômico no Brasil, dado o preço dos combustíveis, é uma boa alavanca para o nosso processo. A Venezuela de fato passa por uma transformação, só não vê quem não quer ver. 1 opinião
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