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Brasil
18/08/2008 - 18h43

Lula veta item da LDO que exigia redução de gastos com publicidade e viagens

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da Agência Brasil

O Poder Público não terá mais que reduzir as despesas com publicidade, diárias, passagens e locomoção no orçamento do próximo ano. O item, que fazia parte da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2009, foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo texto aprovado no Congresso, os Três Poderes --Executivo, Legislativo e Judiciário-- teriam que reduzir a previsão de gastos com viagens e publicidade em 10% na comparação com o valor empenhado (programado) em 2008. No entanto, somente o Poder Executivo precisaria divulgar as medidas adotadas para o controle dessas despesas.

Na justificativa para o veto, publicada com a LDO em edição extraordinária do "Diário Oficial" da União na noite de sexta-feira (15), a Casa Civil alegou que ações emergenciais poderiam ser comprometidas com a determinação. Entre as áreas que poderiam ser afetadas, segundo o governo, estão a de fiscalização, de vigilância sanitária, de defesa civil e de policiamento.

As eleições municipais deste ano, ressalta o texto da justificativa, tornaria a norma sem efeito no Poder Judiciário, enquanto exigiria sacrifícios maiores para os outros poderes. Isso porque os gastos da Justiça Eleitoral com viagens seriam automaticamente menores no próximo ano.

A Casa Civil informou ainda que a exigência de que apenas o Executivo divulgue as medidas tomadas para diminuir as despesas com publicidade e viagens cria tratamento diferenciado entre os Três Poderes.

No total, a LDO teve 20 incisos, itens e parágrafos vetados. Um dos pontos revogados proibia o contingenciamento --bloqueio de verbas-- para ações de combate à violência contra a mulher, à atenção de pessoas com deficiência e a programas de educação ambiental. O argumento foi o de que a retirada de qualquer tipo de despesa dos recursos que podem ser contingenciados dificultaria o gerenciamento e o equilíbrio das contas públicas.

Outro ponto vetado previa que o governo não poderia excluir do PPI (Projeto Piloto de Investimentos), obras incluídas pelo Congresso.

De acordo com a Casa Civil, a manutenção do dispositivo criaria dificuldade para a execução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O PPI permite abater do cálculo do superávit primário projetos de infra-estrutura e saneamento considerados prioritários.

O presidente vetou ainda trechos de um artigo que previa a constituição de uma reserva de 0,1% da receita corrente líquida da União para assegurar a expansão de despesas obrigatórias contínuas (como gastos com saúde e com folha de pagamento).

Segundo a justificativa do veto, o governo informa anualmente no projeto de lei do Orçamento-Geral da União as margens de crescimento dos gastos obrigatórios.

Comentários dos leitores
Monica Rego (362) 17/12/2009 01h02
Monica Rego (362) 17/12/2009 01h02
E assim la vem corte contra enchente e aumento publicidade... Assim desgoverna tucanos demos pfl, só na maquilagem!!!
Abrolhos... os caras são ligados por arrudas alstons lista de furnas pasta amarela buraco do metro cdhu nossa caixa azeredo valerio dantas roubanel prefeito do PFL 16 anos de tucano duto e mais 70 cpis abafadas eles são ligados por debaixo do tapete!!!
sem opinião
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Elvis Gimenes (41) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (41) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. 3 opiniões
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Marcos Roma (17) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (17) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 4 opiniões
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