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Brasil
18/08/2008 - 20h12

Lula atende a apelos de aliados e decide fazer campanha em várias cidades

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Em meio aos embates com os adversários e aos apelos dos aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu ceder e fazer campanha em pelo menos cinco cidades. Além de São Paulo e São Bernardo (SP), Lula deverá ir também a Recife (PE), Natal (RN) e Vitória (ES), como informou hoje o blog do Josias. Mas essa decisão pode trazer dificuldades à articulação política do governo em nível nacional.

O alerta é do ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), que é contrário a Lula subir em palanques nos quais aliados disputam espaços. Segundo o ministro, o ideal seria o presidente evitar sua participação nessas campanhas. Mas o receio de Múcio não é observado por outros interlocutores do governo federal.

"A verdade é a seguinte: o visitado [que ganha o apoio do presidente da República] adora, mas o atingido reclama na hora", afirmou Múcio. "Sempre dá problema", disse o ministro, com um ar desconsolado. Ele contou que volta e meia há fotografias, alteradas em computador, com imagens de Lula ao lado de candidatos a prefeito.

O incômodo de Múcio, no caso das cinco cidades, concentra-se em Recife. "Por mim ele não iria", disse ele. O problema é que Lula quer subir no palanque do candidato João da Costa (PT) mas o PSC, que pertence à base aliada, também lançou candidato próprio na cidade: Carlos Cadoca.

O assunto é tema constante das reuniões de Lula e Múcio. Nesta segunda-feira, mais uma vez, os dois trataram sobre campanhas e a participação do presidente nas próximas semanas até as eleições municipais.

Múcio disse ainda que seus colegas ministros se dedicam às campanhas por questões afetivas ou partidárias. Em função de suas atribuições partidárias, Múcio citou as participações dos ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Alfredo Nascimento (Transportes) e Márcio Fortes (Cidades).

Geddel faz campanha para os candidatos do PMDB, enquanto Nascimento para dos PR e Fortes, que ocupa a vice-presidência do PP, sobe dos palanques dos seus correligionários.

Para Múcio, a presença da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que representa o presidente Lula e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), na campanha em Curitiba (PR) da petista Gleise Hoffmann --mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento)-- justifica-se pela ligação afetiva que existe entre eles. "São amigos há muito tempo, há um vínculo afetivo entre eles", disse ele.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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