Juiz diz que Lei de Anistia não impede investigação de crimes contra a humanidade
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O juiz espanhol Baltazar Garzón defendeu nesta terça-feira que o Brasil investigue os crimes cometidos no período da ditadura militar, sem que a lei de anistia imponha limites à revelação de crimes contra a humanidade. Na opinião do juiz --conhecido por determinar a prisão de ditadores latino-americanos-- as leis de anistia locais "não podem impedir a investigação" de crimes cometidos em períodos ditatoriais.
| Sergio Lima/Folha Imagem |
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| Garzón disse que a legislação não deve ter poderes para frear as investigações |
Questionado sobre a proposta dos ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) para a responsabilização dos crimes de tortura do regime militar, o que na prática inclui mudanças na lei de anistia, Garzón disse que a legislação não deve ter poderes para frear as investigações.
"O tribunal europeu de Direitos Humanos diz que esses crimes [contra a humanidade] não são prescritivos. Portanto, nesse sentido, eu me incluo entre os que consideram que uma lei de anistia local não pode impedir a investigação de crimes contra a humanidade. A questão está em qualificar os crimes como de lesa-humanidade ou de não lesa-humanidade. E esse é um exercício que tem que se fazer no âmbito estritamente jurisdicional."
Garzón também defendeu que o Brasil abra os seus arquivos da ditadura, mas ressaltou que o país não deve servir de "modelo" se optar por tornar públicos os documentos desse período.
"Creio que qualquer material secreto, ao final, tem que responder a uma razão democrática e não pode não abrir-se ou ocultar coisas que podem ser de interesse para a proteção dos cidadãos. Não creio [que o Brasil] que vá ser um exemplo [de abertura de arquivos]. Penso que o exercício da recuperação da verdade e da memória é perfeitamente compatível com a ação policial, com a investigação dos crimes que tenham categoria de crimes contra a humanidade", afirmou.
Na opinião de Garzón, o Brasil e outras nações devem obedecer à legislação vigente em cada país para decidir sobre a abertura dos arquivos, mas devem ter como base o modelo jurídico internacional. "Cada país não é o único que existe no mundo, há uma comunidade internacional e uma estrutura jurídica internacional, direito penal humanitário que tem normas bem estabelecidas e que no momento determinado se a norma interna está de acordo com a norma internacional, se pode exigir o cumprimento da mesma."
Corrupção
Questionado sobre medidas capazes de frear os crimes de corrupção no Brasil, Garzón disse ser "muito complicado" combater a prática em todo o mundo.
"A corrupção está na base, tem muito a ver também com a impunidade, quando não se guarda devidamente, se degenera o sistema regrado de corrupção. Portanto, qualquer medida que se esteja implementando, não é suficiente. Me consta que a ação dos órgãos públicos, em especial do Ministério Público, está sendo intensa e importante", afirmou.
Segundo o juiz, a população mundial confia que as instituições serão capazes de combater a corrupção com ações de "controle exaustivo" e uma atuação policial forte "para se acabar com essa mácula".
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Como é delicioso constatar a incompetência destes comunas de araque.
Felizmente para a Nação Brasileira foram e continuam incompetentes.
Imaginem que após tanto barulho e dinheiro do povo gasto não conseguiu nenhum resultado e agora quer ajuda.
Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e rezando pelo minimanual do terrorista Carlos Marighela, Paulo Vannuchi deve aceitar a anistia como perdão aos erros cometidos por todos nós. Deve deixar de tramar contra a lei e a ordem.
Deve lembrar-se que direitos humanos não são primazia de comunistas criminosos.
Ministro abra os jornais e veja quanta gente morre e é enxovalhada no Brasil por incúria do Estado, esse mesmo Estado que você representa.
Se você não é capaz de entender a verdadeira razão de ser do cargo a que lhe investiram, demita-se.
Deixe de bazófia e vá à busca dos verdadeiros direitos humanos. Há muita coisa a ser feita, igualistarista de araque.
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