Cúpula do PSDB pressiona Alckmin a mudar rumo da campanha
THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online
Mesmo com o apelo de integrantes do PSDB para que mude o rumo de sua campanha à Prefeitura de São Paulo, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) mantém o discurso de união do partido e descarta qualquer mudança de estratégia. Para o candidato, a campanha vai bem e a queda de cinco pontos na última pesquisa Ibope é "passageira".
O resultado da última pesquisa, inclusive, foi o que motivou a reação do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra, maior defensor da mudança de postura. Segundo ele, a campanha tucana em São Paulo precisa "avançar", pois está sem discurso. Ele defende que Alckmin ataque mais a candidata do PT, Marta Suplicy, líder nas intenções de voto com 41%, de acordo com o Ibope.
Guerra diz ter conversado hoje com o coordenador da campanha de Alckmin, deputado Edson Aparecido (PSDB), sobre o assunto. "Falei que é preciso pensar e avançar para atacar a dona Marta [Suplicy], porque ela avançou dez pontos", afirmou Guerra.
O senador também diz acreditar que tanto vereadores do PSDB quanto os tucanos que fazem parte da campanha devem "unificar" o discurso e acabar com declarações que colocam em dúvida o apoio ao candidato. "Não pode estar todo dia no jornal que o PSDB está em conflito."
Entre os apoiadores do tucano, a opinião é de que uma conciliação com os membros do partido que defenderam o apoio do PSDB à reeleição de Gilberto Kassab (DEM) é praticamente impossível no primeiro turno. A queda de Alckmin na pesquisa aumentou as dificuldades, pois o tucano não representaria mais uma aposta certeira.
Dos 12 vereadores da bancada tucana na Câmara Municipal, apenas quatro resolveram fazer campanha para Alckmin e até gravaram aparições no programa eleitoral: Gilson Barreto, José Rolim, Mara Gabrilli e Tião Farias. Segundo Alckmin, o próximo a aparecer será o vereador Carlos Alberto Bezerra, que também já teria gravado.
Segundo Guerra, a ausência do governador José Serra (PSDB) na campanha de Alckmin acentuou essa impressão de que o partido está dividido. Para ele, a questão foi resolvida com Serra gravando participação no horário eleitoral gratuito de Alckmin na TV. O apoio do governador deverá ser veiculado logo no primeiro programa do tucano.
Surpreso
Nos bastidores, Alckmin diz ter ficado surpreso com o resultado da pesquisa e aguarda novos levantamentos para saber se foi apenas uma oscilação natural. "Não podemos fazer campanha baseado em pesquisas. Uma pesquisa é coisa muito passageira", afirmou Alckmin ao justificar sua posição de não mudar sua estratégia de campanha.
Com um estilo pouco polêmico, Alckmin diz que não intensificará ataques aos seus adversários. Para o candidato, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV será o "start" da campanha, o que não justificaria uma mudança neste momento. "Tenho um amigo que brinca que quando muda o horário da novela é que as pessoas começam a se interessar mais pelo processo eleitoral", afirma o tucano.
Alckmin parece mesmo estar firme em sua posição de evitar confrontos diretos com seus adversários na disputa. Hoje, ao ser questionado sobre críticas do atual prefeito à sua atuação na área da saúde quando foi governador, preferiu, mais uma vez, não responder.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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