Brasil
19/08/2008 - 21h08

Líderes da Câmara fecham acordo para votar dez propostas e entrar em recesso branco

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Líderes da base aliada e da oposição na Câmara fecharam acordo para votar nesta quarta-feira dez propostas consensuais que estão na pauta da Casa Legislativa. O objetivo é realizar uma espécie de "mutirão" para que os parlamentares possam dar início ao "recesso branco" provocado pelas eleições municipais.

Entre as propostas que estão na pauta de votações da Câmara nesta quarta, estão mudanças na lei de adoção, projeto que tipifica crimes extermínio e o que responsabiliza secretários municipais por irregularidades cometidas nas prefeituras --o que atualmente é atribuído diretamente aos prefeitos.

Embora os deputados ainda não tenham definido o cronograma de trabalhos até as eleições, a expectativa é que depois do "mutirão" retomem as atividades durante uma semana em setembro. Em seguida, voltam ao trabalho somente depois das eleições.

"Temos um bom acordo. Nesta quarta, vamos votar um conjunto de matérias consensuais. Depois, vamos em busca de outro acordo para os projetos que serão analisados nesse período pré-eleitoral. O diálogo continua", disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara.

O líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), disse acreditar que os deputados poderão avançar nas votações em setembro depois do "mutirão" previsto para esta quarta-feira. "Não há nada acordado ainda. Se for possível haver convergência, não há dificuldades para se mobilizar parlamentares para as votações, retornando a Brasília", afirmou o tucano.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que se as propostas do "mutirão" forem aprovadas, os deputados devem trabalhar somente uma semana em setembro. "Se votarmos [as dez propostas], somente as comissões e CPIs vão funcionar na próxima semana. A tendência é que a Câmara funcione uma semana em setembro. Se for necessário, trabalharemos mais. Vamos trabalhar por tarefas", disse Chinaglia.

Na prática, os corredores da Câmara e do Senado estão esvaziados há mais de duas semanas, quando tiveram início as campanhas às eleições municipais. Convocados por Chinaglia, os deputados têm retornado a Brasília somente nas terças e quartas-feiras para as votações em plenário. Com o "recesso branco", os parlamentares ficam liberados para participar das campanhas nos Estados, sem cortes nos salários.

 

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