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Brasil
19/08/2008 - 22h37

Após ser considerado foragido, Álvaro Lins se entrega à polícia do Rio

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da Folha Online

O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Álvaro Lins (PMDB) se entregou na noite desta terça-feira à polícia, segundo advogado Ubiratan Guedes, que defende o ex-parlamentar. O advogado disse que acompanhou Lins até a entrada da Polinter, na zona portuária do Rio, por volta das 20h.

14.ago.2008/Rafael Andrade/Folha Imagem
Álvaro Lins era considerado foragido pela Polícia Federal após Justiça decretar prisão
Álvaro Lins era considerado foragido pela Polícia Federal após Justiça decretar prisão

Lins deverá ser levado ainda hoje para a Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira - Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde também está preso o ex-banqueiro Salvatore Cacciola.

Álvaro Lins teve o mandato cassado pela Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) no último dia 12 por quebra de decoro parlamentar.

Ex-chefe da Polícia Civil no governo de Rosinha Matheus (PMDB), Lins era considerado foragido da Justiça Federal, onde responde a processo pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada. Lins também é acusado envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

Na última quinta-feira (14), a juíza Márcia Helena Nunes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, ordenou a prisão de Lins, apontado como o chefe operacional de um esquema de pagamentos de propina dentro da estrutura da Secretaria de Segurança do Rio quando ele era chefe da Polícia Civil.

Lins chegou a ser preso em flagrante no fim de maio durante a Operação Segurança Pública S/A, que desarticulou o suposto esquema. Mas ele foi solto por determinação da Alerj). Na ocasião, os deputados julgaram que o flagrante não estava configurado.

Hoje à tarde, Guedes entrou com mandado de segurança no TJ-RJ (Tribunal de Justiça) do Rio de Janeiro contra o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB). De acordo com o TJ, o recurso é contra a votação da Casa que tirou o seu mandato parlamentar e, conseqüentemente, seu foro privilegiado.

Por meio de sua assessoria, Picciani disse que o ex-deputado tem o direito de recorrer à Justiça para reaver seu mandato mas, segundo ele, a experiência mostra que a maioria dos que entraram com recurso perdeu.

 

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