Após ser considerado foragido, Álvaro Lins se entrega à polícia do Rio
da Folha Online
O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Álvaro Lins (PMDB) se entregou na noite desta terça-feira à polícia, segundo advogado Ubiratan Guedes, que defende o ex-parlamentar. O advogado disse que acompanhou Lins até a entrada da Polinter, na zona portuária do Rio, por volta das 20h.
| 14.ago.2008/Rafael Andrade/Folha Imagem |
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| Álvaro Lins era considerado foragido pela Polícia Federal após Justiça decretar prisão |
Lins deverá ser levado ainda hoje para a Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira - Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde também está preso o ex-banqueiro Salvatore Cacciola.
Álvaro Lins teve o mandato cassado pela Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) no último dia 12 por quebra de decoro parlamentar.
Ex-chefe da Polícia Civil no governo de Rosinha Matheus (PMDB), Lins era considerado foragido da Justiça Federal, onde responde a processo pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada. Lins também é acusado envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.
Na última quinta-feira (14), a juíza Márcia Helena Nunes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, ordenou a prisão de Lins, apontado como o chefe operacional de um esquema de pagamentos de propina dentro da estrutura da Secretaria de Segurança do Rio quando ele era chefe da Polícia Civil.
Lins chegou a ser preso em flagrante no fim de maio durante a Operação Segurança Pública S/A, que desarticulou o suposto esquema. Mas ele foi solto por determinação da Alerj). Na ocasião, os deputados julgaram que o flagrante não estava configurado.
Hoje à tarde, Guedes entrou com mandado de segurança no TJ-RJ (Tribunal de Justiça) do Rio de Janeiro contra o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB). De acordo com o TJ, o recurso é contra a votação da Casa que tirou o seu mandato parlamentar e, conseqüentemente, seu foro privilegiado.
Por meio de sua assessoria, Picciani disse que o ex-deputado tem o direito de recorrer à Justiça para reaver seu mandato mas, segundo ele, a experiência mostra que a maioria dos que entraram com recurso perdeu.
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