Câmara prorroga prazo de processo contra Paulinho no Conselho de Ética
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Câmara dos Deputados decidiu prorrogar por 90 dias o prazo para a conclusão do processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) no Conselho de Ética da Casa. O requerimento de prorrogação dos trabalhos foi aprovado nesta terça-feira pelo plenário depois de o conselho solicitar tempo maior para investigar o parlamentar diante do esvaziamento do Congresso provocado pelas eleições municipais.
O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo contra Paulinho no Conselho de Ética, disse à Folha Online que o prazo de 90 dias será suficiente para encerrar o caso. Mas ressaltou que, na prática, o conselho só retomará as investigações depois das eleições municipais de outubro.
"Quanto mais perto das eleições, mais difícil de reunirmos quorum. Não podemos apressar as investigações e prejudicar o processo. Eu não vou fazer relatório de forma açodada. Pretendo concluir o caso em outubro ou novembro", afirmou.
Piau disse que o conselho vai retomar o depoimento de testemunhas do processo somente em setembro. Depois, vai esperar o fim das eleições municipais para concluir a fase de investigações. Até agora, somente o próprio Paulinho e o delegado Rodrigo Levin, que comandou a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, foram ouvidos pelo Conselho de Ética.
"Temos que concluir se houve ou não quebra de decoro parlamentar. As evidências estão aí, mas temos que aprofundar mais um pouco as investigações. Ainda não dá para emitir algum juízo", disse o relator.
Acusações
Paulinho é acusado de participar de um esquema de desvio de verbas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O deputado também responde a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua esposa. A instituição é acusada de receber R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura, preso pela Polícia Federal e apontado pela Procuradoria da República como um dos principais responsáveis pelo esquema.
A PF conduziu a Operação Santa Tereza, que desbaratou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES. Gravações telefônicas associariam o deputado federal ao esquema de irregularidades. A escuta feita com ordem judicial na operação indicou que o consultor João Pedro de Moura, preso em abril, tratou com representantes do Ministério dos Esportes em nome de Paulinho.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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