Brasil
20/08/2008 - 13h54

Eleitora chama Maluf de cara-de-pau; candidato diz que não precisa de 100% dos votos

Publicidade

MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, deputado federal Paulo Maluf, passou por uma saia justa nesta quarta-feira. A publicitária Marisa Leal do Santos, de 27 anos, o impediu de entrar numa loja na zona sul durante caminhada dele na região. Maluf não ouviu o que ela disse --por conta do som de uma bateria que o acompanha--, mas percebeu seus gestos, indicando que ele não deveria entrar no local. Maluf recuou.

"Deus me livre e guarde de Maluf. É muita cara-de-pau desse homem", disse a publicitária após ter impedido o ex-prefeito de cumprimentar vendedoras em uma loja na rua Barão Duprat, em Santo Amaro, zona sul da cidade.

Maluf tem a maior taxa de rejeição, segundo o Datafolha: 55%. O deputado não quis polemizar. "Ninguém vai ganhar a eleição com 100% dos votos. Se eu tiver 50% mais um voto, eu estou feliz", afirma ele.

Voz ausente

Paulo Maluf comentou a ausência de sua voz no programa eleitoral de estréia de rádio hoje. Entre os 11 concorrentes, ele foi o único que não participou do próprio programa, que contou com um narrador. "A voz no programa é importante em termos. O que é importante é citar as realizações. Muita gente põe a voz, mas não tem o que mostrar."

Durante a caminhada por ruas comerciais em Santo Amaro, o candidato também recebeu apoio, mediu a pressão arterial e tomou caldo de cana. Ele estava acompanhado de sua vice, a deputada federal Aline Corrêa (PP-SP).

O administrador Nasser Maruaf, 40 anos, o abordou com um pequeno bloco de notas na mão, com um autógrafo de Maluf. "Está vendo só: há oito anos você me deu essa lembrança. Sou seu eleitor fiel", afirmou Maruaf. O deputado reconheceu a assinatura e autografou novamente o bloco. O administrador brincou com a proximidade sonora entre os sobrenomes: "É quase Maluf".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8158)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca