Publicidade

Publicidade
Brasil
20/08/2008 - 15h01

Jandira é a única a atacar Maia em programa; candidatos usam família na TV

Publicidade

ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

A vida em família deu o tom do primeiro dia de programa eleitoral de televisão dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro. Fotos e depoimentos de mulheres, filhos e outros parentes foram usados por Alessandro Molon (PT), Fernando Gabeira (PV), Marcelo Crivella (PRB) e Eduardo Paes (PMDB) para gerar identificação com os eleitores. Apenas Jandira Feghali (PC do B) fez críticas diretas à administração do prefeito Cesar Maia (DEM). Solange Amaral (DEM), por outro lado, saiu em defesa de seu padrinho político.

Marcelo Crivella utilizou, nas vinhetas de abertura e encerramento, imagens em palanques de mãos dadas com presidente Luiz Inácio Lula da Silva (durante comício na eleição para governador, em 2006) e com o vice-presidente José Alencar. Ele se apresentou aos eleitores em casa, ao lado da mulher, dos filhos e da mãe. Fiel ao estilo "quem bate, perde" do marqueteiro Duda Mendonça, prometeu não baixar o nível da disputa. "Farei uma campanha limpa, sem nenhum tipo de ataques ou agressões pessoais. A base da minha campanha será o respeito e a transparência", disse.

Solange se identificou com o prefeito do Rio logo no início, quando disse que a candidatura "é o resultado de um trabalho de 15 anos em equipe com o prefeito Cesar Maia". Em seguida, o prefeito acrescentou que ela é uma alternativa aos candidatos que "querem acabar com tudo". "Solange tem compromisso com as realizações que o Rio aprova, e pode realizar muito mais", disse. "Estou do lado de quem constrói, nunca estarei junto com quem quer destruir", acrescentou Solange, que disse ter orgulho de pertencer ao grupo político de Cesar Maia.

Jandira iniciou sua propaganda de TV dizendo que "o Rio tem um grave problema: abandono". A candidata, que é médica, voltou a apostar suas fichas na saúde pública, e apresentou o programa Viva Saúde, integrando postos, policlínicas 24 horas e ambulâncias sob um comando único. "Falta comando na administração pública. Quando isso acontece nos transportes, o resultado é o caos no trânsito. Quando acontece na saúde, as pessoas muitas vezes perdem a vida", disse a candidata.

O candidato do PT, Alessandro Molon, usou o trecho de um discurso do presidente para uma platéia de petistas, além de uma foto em que aparentemente Lula coloca o broche da estrela do PT no terno dele. "Eu tenho muito orgulho de carregar no peito esta estrela", dizia em seguida. Reforçando a campanha, exibiu ainda declarações de apoio da secretária estadual de Ação Social, Benedita da Silva, e dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Marina Silva (PT-AC). O petista também fez um discurso sobre a família, intercalado com fotos da época de criança, do casamento e dos filhos.

O programa de Gabeira mostrou o histórico político do deputado, da luta contra a ditadura ao bate-boca com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti. Depoimentos de representantes da classe artística -- Daniel Filho e Nelson Motta -- reforçaram a propaganda, assim como as falas das filhas do candidato -- a surfista Maya e a psicóloga Tamy -- e da mulher, Neila Tavares. "Temos que pensar o que será o Rio para os nossos filhos e os nossos amores daqui a 20 anos", disse o candidato.

Eduardo Paes fez um programa nos moldes dos que o governador Sérgio Cabral (PMDB) principal aliado, protagonizava quando candidato, com jingle em ritmo de samba, cenas e cartão postal, imagens de arquivo para ilustrar a biografia e imagens de rua ao lado de idosos. Além de aparecer com a família, prometeu, em sua fala, a cooperação entre prefeito, governador e presidente. "Temos diante de nós a oportunidade da união. Só assim o Rio vai vencer os desafios que tem pela frente nas áreas de saúde, segurança e educação", disse.

Chico Alencar foi apresentado como um candidato independente e com "vontade política" e "vida pública exemplar". O candidato do PSOL disse que será um prefeito presente e sem "rabo preso com nenhum esquemão".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8158)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca