Paulo Lacerda nega que Abin tenha feito escutas no Planalto e no STF
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, negou nesta quarta-feira que a agência realize escutas clandestinas no país. Ele negou que a Abin tenha feito escutas no Planalto e no STF (Supremo Tribunal Federal).
Lacerda rebateu reportagem da revista "Veja" que menciona a Abin como responsável por monitorar clandestinamente o gabinete do presidente do STF, Gilmar Mendes, em julho deste ano --depois que o ministro concedeu o primeiro habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
"Penso ser inaceitável que repórteres, conscientes dos impactos que causam suas publicações, se aventurem em reportagens sem nenhuma base em fatos. Ou que se lancem em conjecturas e suposições fundamentadas em meias verdades. É necessário repulsa e indignação ao conteúdo da matéria que não tem o menor compromisso com a verdade. É a clara intenção de denegrir um órgão público e a honra de seus servidores", afirmou.
Lacerda disse que trabalha desde os 14 anos de idade e nunca foi acusado de cometer irregularidades, o que inclui escutas clandestinas. "Em todos esses anos, jamais fui acusado por qualquer prática irregular na minha conduta pessoal ou profissional, não existindo qualquer mácula em meu currículo que hoje eu pudesse me envergonhar."
A revista teve acesso a um documento reservado com detalhes de que espiões, instalados do lado de fora do tribunal, usaram equipamentos para tentar interceptar as conversas do ministro e de seus assessores dentro da mais alta Corte de Justiça do país.
A localização da escuta teria ocorrido, segundo a reportagem, durante uma varredura eletrônica de rotina realizada pela secretaria de segurança do tribunal.
O relatório faz menção apenas a uma "provável escuta", sem identificar se de fato houve o monitoramento. As suspeitas recaíram sobre a Abin uma vez que, na Operação Satiagraha, Mendes foi informado por uma desembargadora de São Paulo que o seu gabinete teria sido monitorado pela PF com o apoio da agência.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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