Brasil
20/08/2008 - 19h03

STF autoriza nomeação de secretário municipal, mas decide pela demissão de motorista

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram nesta quarta-feira que as nomeações para funções políticas devem ser diferenciadas das demais exercidas em cargos públicos. A decisão foi definida a partir do julgamento de dois casos específicos ocorridos em Água Nova (RN).

A ação foi relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que tratou das nomeações, sem concurso público, de Elias Souza (para secretário municipal) e Francisco Souza (como motorista), parentes de um vereador e vice-prefeito do município de Água Nova (RN).

Os ministros, na sessão de hoje, entenderam que o secretário municipal deveria ser mantido no cargo, enquanto o motorista nomeado para função poderia ser demitido.

O recurso foi julgado pelo STF porque o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte recorreu à decisão do TJ-RN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) por ter entendido que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) não teria competência para definir pelo fim do nepotismo no Executivo e Legislativo no município do Rio Grande do Norte.

Como houve ressalvas por parte da maioria dos ministros, o STF definiu que apenas o motorista deveria ser demitido, enquanto o secretário municipal seria mantido no cargo. O argumento é que a função de secretário é política, autorizando o político a liberdade de nomear quem quiser.

Cruzadas

A ministra Cármen Lúcia disse estar preocupada com as chamadas "contratações cruzadas" --quando um político pede a um colega para contratar um parente. Segundo ela, essas contratações também devem ser consideradas inconstitucionais e julgadas com o máximo de atenção.

"São formas de nepotismo que são vedadas constitucionalmente. São contratações [que revelam um] compadrismo que é absolutamente inconstitucional", disse a ministra. A discussão sobre as nomeações políticas dominaram parte dos debates dos ministros do STF.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Se esta conversa grampiada tiver estes termos parece mais é conversa de bandidos, o que pode esperar de quem conversa assim em codigo, o pior é que não acontece nada, fica tuda na boa. sem opinião
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Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Agora parece que alguém pretende por ordem no pedaço! Tudo é normal quando todos assumem o que faz, porém certos partidos politicos por ai acham que precisam o tempo todo esconder seus podres e mostrar o dos outros! Ai o País vira casa da Mãe Joana. Uma fofoca atrás da outro e projeto politicos para a sociedade não aprecem nunca. Tem governador que pratica todo tipo de opressão e repressão e a midia nada divulga, para este tipo de governante a Constituição virou papel de banheiro, mas os jornais nada publica não é mesmo. Os jornalista estão precisando fazer seu trabalho em Minas Gerais ou será que é crime omitir informações só sobre alguns politicos por ai? Se mexerem na caixa preta da Educação Mineira... sem opinião
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Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Dizem que não existe crime perfeito!!! Quem matou P.C. Farias e Ana Marcolino? Quem matou Daniel Dantas? Quem matou JK? Quem matou Castelo Branco? Tancredo Neves teve mesmo diverticuliti? E o Ulisses Guimarães, porque só ele ficou preso pelo cinto de segurança no helicóptero. Alguns destes homens, poderiam ter mudado alguma coisa neste país, mas outros homens não tiveram interesse nestas mudanças, daí...... sem opinião
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