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Brasil
21/08/2008 - 11h50

Garibaldi vai ter de demitir sobrinho que trabalha em seu gabinete no Senado

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Após a decisão do STF (Supremo tribunal Federal) de proibir o nepotismo no serviço público em todos os níveis, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), admitiu nesta quinta-feira que terá de demitir um sobrinho que trabalha no seu gabinete. O peemedebista disse que será realizado um levantamento para identificar entre os funcionários da Casa situações de nepotismo.

"Eu vou ter de dispensar um parente meu que trabalha no gabinete e não sei da repercussão em outros gabinetes de senadores", afirmou Garibaldi.

O peemedebista afirmou que não esperava a ampliação da decisão para os três Poderes --Judiciário, Executivo e Legislativo-- nem nos níveis federal, estadual e municipal. Nesta quinta-feira, os ministros do STF definirão o texto final da súmula vinculante que deverá ser seguida por todos.

"Na verdade não esperava que a decisão a ser adotada tivesse a amplitude que teve. E, agora é cumprir. Decisão do Judiciário deve ser cumprida e também aguardar os desdobramentos de como se deve proceder para cumpri-la por meio da súmula que será publicada", disse Garibaldi.

O presidente do Senado indicou que deverá ser feito um levantamento sobre o quadro de funcionários da Casa para possibilitar as demissões que se enquadram na relação de nepotismo definida pelo STF.

"Se faz um levantamento para cumprir a decisão", disse Garibaldi, informando não ter considerada a decisão "rigorosa demais". "Não foi rigorosa. Pensei que a decisão viria ao encontro daqueles que tinham parentes no Judiciário e não nos outros Poderes", afirmou.

O peemedebista reconheceu ainda que a proposta sugerindo o fim do nepotismo em discussão no Congresso não avançou por falta de consenso entre os parlamentares dos mais diversos partidos.

"Poderia já ter sido votada [pelo Congresso], mas não houve consenso, todos nós sabemos e não é uma novidade, inclusive depois que eu cheguei na presidência confesso que não houve cogitações no sentido de votar os projetos que estavam em andamento nesse sentido", disse.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Se esta conversa grampiada tiver estes termos parece mais é conversa de bandidos, o que pode esperar de quem conversa assim em codigo, o pior é que não acontece nada, fica tuda na boa. sem opinião
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Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Agora parece que alguém pretende por ordem no pedaço! Tudo é normal quando todos assumem o que faz, porém certos partidos politicos por ai acham que precisam o tempo todo esconder seus podres e mostrar o dos outros! Ai o País vira casa da Mãe Joana. Uma fofoca atrás da outro e projeto politicos para a sociedade não aprecem nunca. Tem governador que pratica todo tipo de opressão e repressão e a midia nada divulga, para este tipo de governante a Constituição virou papel de banheiro, mas os jornais nada publica não é mesmo. Os jornalista estão precisando fazer seu trabalho em Minas Gerais ou será que é crime omitir informações só sobre alguns politicos por ai? Se mexerem na caixa preta da Educação Mineira... sem opinião
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Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Dizem que não existe crime perfeito!!! Quem matou P.C. Farias e Ana Marcolino? Quem matou Daniel Dantas? Quem matou JK? Quem matou Castelo Branco? Tancredo Neves teve mesmo diverticuliti? E o Ulisses Guimarães, porque só ele ficou preso pelo cinto de segurança no helicóptero. Alguns destes homens, poderiam ter mudado alguma coisa neste país, mas outros homens não tiveram interesse nestas mudanças, daí...... sem opinião
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